"Para o sexo a expirar", Drummond
Para o sexo a expirar, eu me volto, expirante.
Raiz da minha vida, em ti me enredo e afundo.
Amor, amor, amor - o braseiro radiante
que me dá, pelo orgasmo, a explicação do mundo.
Escrito por Vanessa às 23h32
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Em castelhano
Ele tem pouco mais de 1,70m. É, no vocabulário popular e pouco charmoso, uma tampinha. Mas o sorriso e o olhar cheio de brilho compensam qualquer coisa. Para um auditório lotado de jornalistas, falava em um espanhol agradável, fuido e rápido, muito rápido.
- Vou falar mais devagar. Mas precisa ser em castelhano, porque meu portunhol é péssimo.
Risos por toda parte, antes de recomeçarem os chamados para a próxima pergunta:
- Gael!! Gael!! Aqui!
Apesar de o assunto principal ser O Passado, filme protagonizado por ele, Gael García Bernal era o verdadeiro tema daquela coletiva. Além de simpático, é inteligente e costuma fugir das respostas óbvias. Um encanto. Que o digam as repórteres mulheres no recinto...
Escrito por Vanessa às 15h25
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Pérolas de sabedoria
Colaboraram: Well Andrade, e duas vingadoras honorárias.
"Marlyn Mason é uma pessoa muito lúcida."
"Quando eu chegar no céu, Paulo Autran vai encenar O Avarento no portão de Kafka."
"Eu vou falar: 'Legal, Paulo! Mas você pode chamar o John ou o Paul?'"
"Sonhei que eu falava português errado, e a diretora da escola onde eu trabalhava saía detrás de uma árvore para dar uma bronca em mim."
"Eu acho que a Britney Spears deveria largar a carreira e vir dar aula de jornalismo cultural na Cásper Líbero."
Escrito por Vanessa às 10h47
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Desventura de uma aprendiz de repórter - Uma última homenagem
Meu braço estava doendo. Não conseguia acompanhar as palavras de Marília Pêra com a rapidez do meu bloquinho e da minha super caneta. Os repórteres à minha volta também não ajudavam muito. Levei câmeras na cabeça por mais de uma vez: era muita gente se apertando para ouvir as últimas palavras da atriz sobre O ator. Sobre Paulo Autran, a apenas alguns passos, dentro de um caixão sóbrio, velado ao centro do salão principal da Assembléia Legislativa de São Paulo.
Antes que ela pudesse terminar de falar, Juca de Oliveira se levantou de onde estava, andou alguns passos até se posicionar na frente do caixão e começou um discurso que marcaria a despedida do maior ator brasileiro. Rodeado por cerca de 200 pessoas, que enchiam o salão, Juca convocou a todos. Me virei para ouvi-lo:
- O que é inestimável é o que ele nos deixa. Exemplo de virtude, caráter, honestidade, muito talento. Ele criou a auto-estima do ator brasileiro. Depois de você, Paulo, somos mais íntegros, mais respeitados pelo que fazemos. Que as novas gerações se balisem por você. Seja feliz, Paulo, que um dia a gente se encontra.
Ao se calar, começou a bater palmas. Seu único aplauso ecoou pelo salão e foi seguido por outro e outro e outro, até que todos resolveram que o maior ator brasileiro merecia ser ovacionado antes de deixar seu palco definitivamente. Foi aí que me senti honrada por fazer parte disso tudo. Eu cobri o velório de Paulo Autran. E, apesar da frieza jornalística, não consegui chegar perto do caixão. Como última homenagem, eu sigo Gerald Thomas:
- Eu não acredito que ele morreu. Ele está interpretando um papel, apenas mais um papel.
Escrito por Vanessa às 12h27
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De destinos que não fogem, de pessoas que ficam pra sempre. Ou seja, de um pouco de astrologia.
You're a falling star, You're the get away car. You're the line in the sand when I go too far. You're the swimming pool, on an August day. And you're the perfect thing to say.
And you play it coy, but it's kinda cute. Ah, When you smile at me you know exactly what you do. Baby don't pretend, that you don't know it's true. Cause you can see it when I look at you.
[Chorus:] And in this crazy life, and through these crazy times It's you, it's you, You make me sing. You're every line, you're every word, you're everything.
You're a carousel, you're a wishing well, And you light me up, when you ring my bell. You're a mystery, you're from outer space, You're every minute of my everyday.
And I can't believe, uh that I'm your man, And I get to kiss you baby just because I can. Whatever comes our way, ah we'll see it through, And you know that's what our love can do.
[Chorus:] And in this crazy life, and through these crazy times It's you, it's you, You make me sing You're every line, you're every word, you're everything.
So, La, La, La, La, La, La, La So, La, La, La, La, La, La, La
[Chorus:] And in this crazy life, and through these crazy times It's you, it's you, You make me sing. You're every line, you're every word, you're everything. You're every song, and I sing along. 'Cause you're my everything. Yeah, yeah
Me desculpem se sôo repetitiva de vez em quando. Mas hoje encontrei alguém que me fez dar um outro significado a essa música.
Escrito por Vanessa às 22h59
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Vício com sotaque inglês
Uma garota de 12 anos precisa de algum mistério na vida. O meu tinha um charme inglês, com um sotaque detetivesco, umas 200 páginas, capa mole, edição antiga. Eram horas e horas lendo e relendo. Agatha sempre teve um poder absoluto sobre mim. Aprendi coim ela o prazer da leitura, dos romances de suspense que só entregavam o culpado no final. Como Agatha não é clichê, ela nunca coloca a culpa no pobre mordomo.
Foi lá, nos meus 12 anos, que surgiu a paixão por um francesinho (francês, não! BELGA!!) esdrúxulo que ostentava um bigode impecável, e uma cabeça com formato ligeiramente oval. Hercule Poirot não brincava em serviço, mas me divertia como nunca.
O Mistério ronda as palavras, mas não era isso o que me atraía. Me apaixonei por Agatha por causa da leitura perfeitamente fluida, do tempo passando por mim sem que eu sentisse, das pistas todas entregues de bandeja, e da minha incapacidade latente de decifrá-las. Por isso, a cada três meses, eu passo um dia relendo Agatha. Relendo porque na minha estante tenho todos os 82 livros dela, e já li todos eles.
Quer uma dica? O próximo feriado está me implorando por O Caso dos Dez Negrinhos ou Cai o Pano, o mais teatral e brilhante de todos eles. Pela oitava vez.
Escrito por Vanessa às 10h59
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Homenagem (vulgo plágio) de alguém querido
Não é odioso como as profundezas do inferno quando você acorda mais cedo para ler o jornal e ele não está na garagem?
Escrito por Vanessa às 19h26
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Fim de tarde
Senhora ao meu lado. Fofa, olhinhos marotos de velhinha na flor de seus 68 anos. Ponto de ônibus. Eu precisava interagir.
- Esse ônibus demora pra passar, né?
- Ih, minha filha, demora horrores.
- É, e parece que demora mais quanto a gente tá atrasado.
- É, querida. Às vezes me dá vontade de matar o motorista.
Medo.
Escrito por Vanessa às 18h19
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, JARDIM LONDRINA, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Livros MSN - vana_medeiros@msn.com
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