Coluna do Sagoma

Para não perder a tradição, uma coluna do sagoma:

http://www.facasper.com.br/cultura/site/critica.php?tabela=&id=114

Para não perder a nota, o blog que algumas das Vingadoras estão fazendo para ganhar nota da Daniela Ramos:

www.povo-brasileiro.blogspot.com

Comentem!



Escrito por Vanessa às 18h50
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Diversão matinal

 



Escrito por Vanessa às 17h01
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Escrever

TecO TecBa TecRu TcLi TecNho TocDos TocTe TecCla TecDos TocA TecNi TecMa TocMeu TecDia.

O barulinho dos teclados anima meu dia.



Escrito por Vanessa às 18h38
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Exigentes

Descobri o segredo para se ter um blog bem visitado. Acontece que eu aderi à ferramenta que rastreia os acessos ao site que o usuário cadastrar. Chama Google Analytics, para quem estiver interessado. E lá, descobri coisas bastante curiosas.

Este blog que vocês lêem teve oito visitas nas últimas cinco horas do dia de ontem. Nenhuma delas porque o internauta digitou o endereço na sua tela, mas por ter clicado em links de outras páginas. Em um dos casos, o meu querido diário virtual, que cultivo há uns bons três anos, foi o que apareceu no buscador para as palavras "diario de irislene". Sim, a famosa loira do BBB 7.

Já outro estimado leitor resolveu digitar a polida expressão "menina de biquíni". Um terceiro chegou ao Vida En-Cena escrevendo "Kafka e Cervantes". Porque este blog também é cultura. Apesar das maravilhas deste novo instrumento, ganhei um sério problema. Agora que eu tenho um perfil do que o meu leitor médio busca ao ler meus textos, estou pensando em cometer um bloguicídio. Não sei se agüento tamanha pressão.



Escrito por Vanessa às 18h45
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Nem tão cult assim

Cursos de final de semana costumam render histórias curiosas, geralmente apreendidas em conversas no intervalo com os colegas de final de semana. Mas quando cinquenta jornalistas são colocados em uma sala para discutir jornalismo cultural com alguns nomes grandes da mídia, as surpresas podem ser maiores.

Ou nem tanto, pelo menos no caso do palestrante mais polêmico do tal do curso. Carlos Graieb é, para quem não sabe, editor de cultura da revista Veja. O responsável por matérias de gosto duvidoso e um tanto editoriais demais para o meu (gosto) é o autor da declaração abaixo. Se você é jornalista, tome analgésicos antes de ler:

"Um jornalista cultural tem a função social de retirar idéias do círculo que atinge, da sociedade. Nós, da Veja, como somos de direita, lutamos para retirar da mente das pessoas as idéias de esquerda."

São momentos como este que me fazem pensar um pouco nos méritos que há nesta profissão. O cara é um dos únicos do meio que ganha bem, tem um emprego decente, fala para um grande público (os repórteres que não ambicionam grandes audiências estão mentindo ou ainda não entenderam o que é essa profissão) e é um dos jornalistas mais influentes da área. E soltou a besteira acima. Será que as melhores posições do mercado dependem mesmo de merecimento?

Não me venha falar que o raciocínio não e válido, porque é a Veja. Todas as grandes empresas do meio têm incompetentes que não mereciam estar lá. A maioria foi indicada por amigos ou entrou porque conhecia quem conhecia alguém. Em nenhum caso passou por uma prova de seleção. Eu teria um pouco de vergonha de confessar isso, mas o editor da Veja não, claro. 

Desculpem-me se estou sendo muito empresarial, mas o meu futuro na profissão e o futuro da profissão me preocuparam nestes últimos dias. Se os melhores (e eu conheço tantos) estão de fora, está explicado porque a Folha de S.Paulo publicou hoje que os pais do Ingmar Bergman (eles teriam, no mínimo, 100 anos se estivessem vivos) foram ao seu enterro na semana passada.



Escrito por Vanessa às 19h11
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Acabou

A semana acabou. Parecia que não ia mais. Despedidas longas, pizzas entre risadas e memórias de um passado recente, novos começos, novas companhias, figurinhas do Harry Potter e um extenso projeto depois, estou aqui, firme e forte. Mais firme do que forte, já que não almoço direito há dois dias.

E amanhã tem mais. Hoje não coloco o link da coluna do Sagoma porque nem isso consegui fazer direito esta semana. Eu sei, eu sei. Como se alguém fosse sentir falta. Acho que vou acabar meus dias enterrada em um pacote de pipoca, vendo Homer adotar um porco e comer rosquinhas do tamanho de uma tela de cinema.

Ah! Deixo a indicação de uma galeria para os desocupados de plantão. Foi Mariana Poli quem escreveu, portanto, não falem mal. Para quem está curtindo a fissura quase momentânea do mundo por Springfield: http://estrelando.uol.com.br/galeria/galeria_3103.htm.



Escrito por Vanessa às 18h31
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10 meses

Em 8 de outubro de 2006, eu me preparava psicologicamente para aquilo que acreditava ser minha grande viagem pós-vida adulta: o primeiro emprego. Grande, como um bicho de umas oito cabeças, ele tentava me devorar enquanto eu refletia, aflita, sentada na beira da cama.

Mal sabia eu (little did i know) que seria a mais deliciosa de todas as viagens, a mais inesquecível que eu poderia pedir. Mas amanhã ela acaba, e eu lamento deixar no Estrelando marcas infinitamente menores do que ele deixou em mim. Para não cair no sentimentalismo em que acabo de tropeçar, no entanto, listo abaixo (como meu último ranking) as dez melhores coisas que se pode aprender sendo uma legítima Estrelete:

1.Morte ao Ego - Durante as coberturas, a gente conversa, finge ser simpática, até joga um sorrisinho para disfarçar. Mas uma boa Estrelete repete o mantra eternamente: "O Ego é pior que o Terra. O Ego é pior que o Terra..."

2. Sílvio Santos não é Roberto Carlos - Apesar da evidente semelhança entre os dois, é preciso tomar muito cuidado para não colocar a foto de um na nota de outro - e demorar um dia inteiro para desfazer a besteira.

3. Fashion Week é o inferno na Terra - um pouquinho pior do que Big Brother, o evento de moda tem um agravante: Gisele Najar não toma seus calmantes durante os desfiles, e sai distribuindo bofetadas na santa alma jornalística que encontrar pela frente.

4. Pior do que o pecado da gula, é só falar de comida - quer conquistar uma Estrelete? Leve um bolo enorme de presente para ela (ou um brioche da Santa Madalena). Menos para Mariana Poli - ela não curte muito doces, mas não dispensa um bom pão de queijo. E Marisa, a poderosa, que, diz a lenda, sobrevive de blanquet de peru e papaias há uma década e meia.

5. Deixa estar, jacaré, que um dia a lagoa seca - falando em Mariana Poli, está aqui uma das máximas da cultura popular de Jaboticabal, a renegada cidade de Luana Piovani. Apronte uma com a nossa redatora-chefe que você vai acabar ouvindo a pérola.

6. Gluglu - Sabe quando a nota não tem nada para dizer? O fotógrafo pegou o Gianecchini apertando os peitos de uma desconhecida? Finalmente a Preta Gil pegou alguém na frente das câmeras e a gente tem o flagra? Não se preocupe com a falta de informações adicionais! Uma imagem vale mais do que mil palavras! Acione a tecla do gluglu que tudo vai dar certo.

7. Rezar um pai nosso e duas ave-marias toda vez que se comunicar com um assessor da Globo - Difícil é pegar uma das meninas da emissora com muita boa-vontade. Enquanto isso, a Record se oferece até para escrever a nota no seu lugar.

8. A primeira Home do UOL a gente nunca esquece - Pois é, o problema é que a minha foi com a Flávia do Big Brother Brasil 7. E ficou um final de semana inteirinho no ar.

9. Au, au, au, eu odeio a Galalau - Não adianta: se você tem implicância com uma celebridade, dificilmente vai ver isso mudar. Eu odeio a Galisteu e ponto. E a Cicarelli também. E a Preta Gil. E a Letícia Birkheuer. E a infeliz da biscate que pegou o Jack Bauer enquanto ele esteve no Brasil. E quem quiser namorar com o Rodrigo Veronese (pra você, Pri). Acho que o problema é comigo...

10. Que Deus castigue eternamente aquele que falar mal da Íris - ninguém pode ousar comentar a mínima gordurinha localizada de Irislene Stefanelli em qualquer parte do site. É perigoso mesmo. Os fãs podem explodir o Estrelando ao menor movimento contrário.

Fora isso, gente, eu amo vocês. E sempre vou amar. Vocês me ensinaram a brincar de ser jornalista. E não poderiam ter sido 10 meses melhores do que foram.



Escrito por Vanessa às 22h39
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Libertária

"Toda posia ruim é sincera", Oscar Wilde

Não me arrisco a escrever nem versinhos em guardanapo de restaurante. Mas às vezes penso que se eu fosse poeta francesa, as coisas seriam mais fáceis. Debochar da vida é coisa para quem tem muita segurança. Minha auto-estima e minha dúvida de quase-tudo não permitem certos luxos. Nem peomas ruins.



Escrito por Vanessa às 19h25
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Tiê também me salvou da canjica

Na manhã de sexta-feira, tomando um minguado café da manhã, li Thiago Ney na Folha dissertar sobre a incrível mesmice em que caíram as cantoras da chamada geração Supernova. Nomes que sucedem Céu, Mariana Aydar, Vanessa da Mata, etc, e que fazem o gênero "destaque da MPB".

Pois bem, no meio da coluna, ele apontava a única que não o fez pegar no sono enquanto a ouvia. Tiê. Nome estranho e sonoro, que pode ser ouvido em www.myspace.com/tiemusica. A moça salvou Thiago de ter que comer canjica, doce que ele odeia, e que estava pronto para dissaborear quando ouviu os primeiros acordes da música.

É realmente lindo. E eu recomendo para quem está precisando sonhar um pouco. A voz melódica, fria, quase translúcida, faz o desavisado se perder por alguns momentos. E, logo depois, se achar inebriado, e um pouco mais feliz. Até que, na música seguinte, ela reaparece forte, divertida, sacana e francesa. Ela também me salvou da minha canjica de cada dia.



Escrito por Vanessa às 22h55
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Momento bolinha laranja

Horrível é quando a gente sabe que a mudança é certa, que precisa arrancar algumas raízes, e que não há como fugir do encanto, mas tem vergonha de reconhecer que o frio na barriga é medo - ou princípio de covardia. Coloco a cabeça para espiar a frestinha do porvir, mas não sei se quero saber o que tem lá fora.

Escrito por Vanessa às 19h41
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Pequeno Milagre n.169

Ler todo o jornal do dia, e ainda fazer todo o trajeto Francisco Morato - Paulista sentada, marca incrível para quem anda em um ônibus da capítal paulista às 6h30m da manhã.

Redescobrir pela milésima vez que as pessoas mais necessárias do mundo estão bem do meu lado. Nem um milímetro mais longe.

Entrar em uma banca de jornal e sair sem o orçamento da semana.



Escrito por Vanessa às 18h49
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Mais cinema francês e creme brulè

Há tempos que eu não entrava em um cinema para assistir alguma coisa com um teor mais elevado de abstrações. Basta dizer que as duas últimas produções que me passaram pelos olhos foram Harry Potter 5 e Piratas do Caribe 3, sem falar na vontade louca que eu estou de ver Os Simpsons (eles são a nata não-pensante da cultura pop, e ai de quem me questionar).


Mas depois de um dia cinzento de falsas esperanças e contradições um tanto cruas, tive que entrar no Reserva Cultural para tentar recuperar o mínimo de dignidade que havia em mim. Uma trufa de cereja não foi suficiente, então pedi no bar caríssimo do lugar (aquilo não é projetado para estagiários) uma dose reforçada de creme brulè. Eu não sei escrever o nome do negócio e não vou procurar no google devido a uma preguiça (e um certo desdém intelectual) proposital. Só sei que Amelie Poulain adora quebrar a casquinha que se forma no açúcar queimado em cima do doce.


Para não negar minha raízes patéticas, uma bebida que quebrasse o tom exageradamente refinado do doce: chá gelado, combinando perfeitamente com o mingau francês (e arrancando risadinhas abafadas de metade da lanchonete).


Tudo para anteceder um dos melhores filmes que eu vi no últimos tempos. Vindo de Alain Resnais é impossível esperar outra coisa. Medos Privados em Lugares Públicos é um tratado sobre a solidão, o vazio absurdo que faz todo homem desafiar aquele princípio segundo o qual nenhum de nós é uma ilha. Lindo filme. Fala dos sentimentos que me fizeram comer creme brulè no meio de uma tarde de um dia de semana qualquer.



Escrito por Vanessa às 22h45
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Morreu

Primeiro ano da faculdade, não muito tempo atrás. O cenário é uma biblioteca universitária, na sessão de filmes e DVDs. Tinha muita coisa desconhecida por ali. Para falar a verdade, só alguns infames e populares títulos eram íntimos daquela menina. Inclui-se aí a coleção inteira de Friends, Gilmore Girls e Sex and The City.

Queria, então, alçar vôos mais altos. Que tal começar com um Chaplin? Se as pessoas o entendiam há meio século, eu hei de entender agora. Meio século é muito tempo. Que tal alguma coisa mais nova? Um Stanley Kubrick? Um tanto traumatizante, não? Leveza, leveza, por favor, que o final de semana é longo.

Humm.. tem alguma coisa ali que se parece com o Jack Nicholson. Profissão: Repórter. Parece um nome justo para uma estudante de jornalismo. O diretor era de um nome conhecido, algo meio italiano, meio antiquado. Mi-che-lan-ge-lo An-to-ni-o-ni.

Não era tão difícil quanto o próximo a se descobrir. Mas os dois se foram, deixando o cinema de luto. Na segunda-feira, quando soube da notícia de Bergman, conversava com um amigo sobre a morte do cinema triste, já que é óbvio que ninguém mais vai sair do cinema em lágrimas com a mesma felicidade.

"Agora só falta o Antonioni." Não falta mais. Como pode um mundo inteiro lamentar a morte de uma pesoa que poucos conheceram pessoalmente, ou se quer viram entrevista na TV? Assista A Noite ou Persona. Tenho certeza de que você vai entender.

 



Escrito por Vanessa às 11h00
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Tirei férias

Tieri férias, e não foi só daqui. Foi do mundo me cobrando tudo o tempo todo e agora. Por isso os leitores deste blog, que já não são muitos, não têm freqüentando muito este espaço virtual nos últimos tempos.

Pelo menos é o que me mostra a última análise que o UOL fez da audiência do meu querido diário virtual. Segundo pesquisas, 25% da audiência é masculina, 75% feminina. Destes, 87,8% são desocupados e/ou vingadoras.

Portanto, como jornalistas de internet fazem horrores por um bom e rechonchudo clique, eu escreverei para a massa desocupada que lê estas linhas.

Harry Potter

Atrasadas, mas aqui estão minhas opiniões, especialmente para uma pessoa especial.

O quinto filme é, sem dúvida nenhuma, o melhor de todos. Harry Potter e a Ordem da Fênix faz a saga das telonas deixar de ser literatura adaptada para virar cinema de verdade. O roteiro é bom, mas a execução é melhor.

A trama, mais obscura e madura do que as anteriores, não se prende às amarras (mesmo a literatura mais fantasiosa as têm) que os fãs jogam ao seu redor. Sem medo, então, da represália dos fanáticos que lêem a obra, o estreante David Yanes teve a liberdade para estudar o roteiro antes de transpô-lo para a linguagem frenética do cinema.

Setecentas páginas não viram, no entanto, um filme de duas horas com um feitiço da aula de Poções. Yanes pinçou as principais questões discutidas por J.K. Rowling e tratou a história como deve ser tratada: coisa de gente grande. A literatura infanto-juvenil de Potter deixou de interessar apenas às crianças há, pelo menos, cinco livros.



Escrito por Vanessa às 19h01
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, JARDIM LONDRINA, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Livros
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