A desconstrução do espetáculo

Resenha da peça que foi assunto do último post, escrita pela redatora deste blog.

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Escrito por Vanessa às 18h59
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Ser ou não ser? - Elogio de uma peça sem crise de identidade

 

Saí do trabalho sem muito saco para teatro - eu nunca pensei que fosse dizer uma coisa dessas. Isto porque, devido a minhas últimas experiências na platéia, criei uma sandice de que nada mais mudaria meu mundo depois de Os Sertões.

Que nada. Pode demorar, mas sempre aparece aquela obra genial que te faz pensar por dias.

 

 

há mais mistérios entre o cáu e a terra do que sonha nossa vã filosofia ser ou não ser eis a questão meu reino por um cavalo que saiam da noite de ricardo para o dia de Bolingbroke a vida é uma história contada por um idiota cheia de som e fúria significando nada há mais mistérios entre o cáu e a terra do que sonha nossa vã filosofia ser ou não ser eis a questão meu reino por um cavalo que saiam da noite de ricardo para o dia de Bolingbroke a vida é uma história contada por um idiota cheia de som e fúria significando nada há mais mistérios entre o cáu e a terra do que sonha nossa vã filosofia ser ou não ser eis a questão meu reino por um cavalo que saiam da noite de ricardo para o dia de Bolingbroke a vida é uma história contada por um idiota cheia de som e fúria significando nada há mais mistérios entre o cáu e a terra do que sonha nossa vã filosofia ser ou não ser eis a questão meu reino por um cavalo que saiam da noite de ricardo para o dia de Bolingbroke a vida é uma história contada por um idiota cheia de som e fúria significando nada há mais mistérios entre o cáu e a terra do que sonha nossa vã filosofia ser ou não ser eis a questão meu reino por um cavalo que saiam da noite de ricardo para o dia de Bolingbroke a vida é uma história contada por um idiota cheia de som e fúria significando nada

 

 

Muito mais do que amontoado daquelas frases que todos nós conhecemos. Saí do Sesc Pinheiros depois de Ensaio.Hamlet com a nítida sensação de que havia presenciado uma obra-prima. Não sei quantas outras companhias poderiam encenar Shakespeare misturando os power rangers com o clássico do jazz Cry Me a River. No momento, tudo o que eu mais desejo é duas horas em um bar perdido no nada e uma cerveja, ao lado de Enrique Diaz.



Escrito por Vanessa às 23h58
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Da Minha Teoria Crítica (não só os mau-humorados têm direito a uma)

Se existe uma coisa que eu tenho tendência a fazer é ficar muito chata quando estudo um assunto um pouco mais profundamente. Pois bem, o tema da vez é crítica, de qualquer coisa - teatro a nado sincronizado, passando por cinema e literatura.

Uma das coisas que eu mais acredito para se fazer uma boa crítica - ou resenha, como você queira chamar - é a disponibilidade para o tema. Décio de Almeida prado, o mestre, escreveu que cada obra de arte é um universo particular, regido por suas próprias leis. Desta maneira, ele acreditava no materialismo histórico com os marxistas, no fim da humanidade com os niilistas e assim por diante.

Agora, transferindo essa teoria deliciosa para o dia-a-dia da redatora deste blog. Por que, diabos, os críticos têm sempre que julgar as obras de arte com o nariz lá em cima, julgando-se superiores a tudo, se o maior deles era o mais humilde dos apreciadores?

Porque gostava de teatro, Décio se via como um estimulador. Elegia os pontos altos e os exaltava; assim como aconselhava o encenador a melhorar os defeitos eventuais, em uma conversa que tinha como finalidade a elevação do padrão do Teatro Brasileiro. Portanto, ficou para a história como o fundador da crítica séria.

Agora, a exemplo do que acontece com ótimos filmes e peças, que não são apreciados como deveriam, no final desta semana terei um monte de comentários a tecer sobre os textos que avaliarão Treze Homens e um Novo Segredo, uma das sequências que eu mais espero neste ano.

O adjetivo Blockbuster, para os críticos e não para os fãs (que têm a liberdade e a benção de se guiar pelo gosto), deveria ser apenas o começo de um bom texto sobre as qualidades e os defeitos do longa dentro do objetivo a que se propõe. Pena que não é isso que deve acontecer.



Escrito por Vanessa às 00h07
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Mais uma

A melancolia disfarçada de riso do Satyros me conquista. Talvez esteja sentindo poesia de menos nos últimos dias...

http://www.facasper.com.br/cultura/site/critica.php?tabela=&id=108



Escrito por Vanessa às 18h20
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First I Was Afraid...

Pérolas de uma parada que levou os "verdadeiros donos da cidade", como exagerou a Folha de S.Paulo, ao delírio máximo de uma chuva de purpurinas.

* Menina! Que droga! Não peguei um bofe! Só tem hétero nessa porra! É Parada do Orgulho Hétero agora, você não sabia?

* Juro! Se passar mais uma hora com essa merda de salto eu deserto! (?)

*Oi, tudo bom? (beijo demoradíssimo, dois segundos depois do primeiro contato visual das partes. Não, não essas partes)

*Gostosa! Gostosa! (homens lindos no chão, gritando para o anjo no trio elétrico)

* Olha, eu não sei. Acho que não separava, não. Eu comia ele todos os dias da semana. (sobre atitudes mais recomendáveis no caso de uma bicha de 1,90m se transformar, de repente, na Marília Gabriela)

*Já sei! Tu tava na parada e não quer confessar! (Ivam Cabral, fundador dos Satyros, bebendo uma cerveja, ao lado de um amigo, no bar de seu teatro, enquanto a bicharada se divertia um quarteirão abaixo)

*Sexo a Cem Reais. Sou ativo. (placa na mão de uma pobre alma que subia a Consolação, enquanto todo mundo estava descendo)

* Parece mentira, mas não é! Smirnoff a dois reais. (não era, apenas para deixar claro. Gastei uns 20 reais nessas latinhas)

Três milhões e meio de pessoas. Eu nem acredito. Só pela alegria que eles me proporcionam todos os anos, eu me sinto parte da Parada Gay. E me sinto no direiro de comemorar o número. Parabéns a todos que sabem reconhecer o espírito do gay day!



Escrito por Vanessa às 00h15
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Manual de Aniversário - a Pô por ela mesma

Não vou começar o post com eu, porque este blog está ficando muito egocêntrico. Mas é que hoje eu não tenho outro assunto para falar.

Para aproveitar cada parte da incrível personalidade da redatora deste blog, o contato precisa ser mais aproximado mesmo, uma coisa meio ao vivo. Mas eu posso adiantar um pequeno manual de contato, do tipo básico, só com as dicas mais úteis:

1. A Pô adora teatro, livros e coisas pseudo-cults. Se você acha a Pô pseudo-cult, guarde sua opinião para você. Pôs odeiam negativas e pessoas que descordam dela. Aguente.

2. A Pô tem uma estratégia super incrível para manter as pessoas com saudades dela. Ela simplesmente se ausenta por alguns bons dias - e quando o risco de se esquecerem dela aumenta, ela volta.

3. Comer é com ela mesmo. Quer conquistar essa menina? Chame-a para um café antes de uma peça, ou uma cerveja no final da tarde, ou uma caiprinha num churrasco legal (só não pode ser na laje, por favor). Vamos reformular a frase, então: beber é com ela mesmo.

4. Assuntos que você pode conversar com ela: séries (a menina é a maior especialista), literatura em geral (a menina tenta ser a maior especialista), teatro (a menina gosta de pensar que entende do assunto), Harry Potter, filosofia, cinema e todos esses temas que unem cultura pop e pseudo-cults (eu posso).

5. Existem alguns eventos por ano que ela não perde por nada: a parada Gay, os finais de temporada da Sony/Warner, estréias da Sutil Companhia, do Antunes e do Oficina.

Há 20 anos. Dá pra acreditar numa coisa dessas? Vinte anos atrás, eu nasci. Uma Pô estranha, que teve a sorte de encontrar as pessoas mais bacanas do mundo por aí. Obrigada a todas elas.



Escrito por Vanessa às 10h27
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Pô em detalhes

O fantástico mundo da Unigazeta é feito de etapas. Segunda-feira começa ruim, porque toda segunda-feira sempre é ruim. Na terça, fica bem melhor, na quarta a coisa já começa a desandar de novo, a quinta é quase um dia inútil, não fosse por alguns detalhes, e a sexta é a merda da merda.

Portanto, está dificil sair da cama nos últimos dias. O frio, aliado à perspectiva de um ônibus lotado rumo a uma sala de aula sem muitos propósitos, torna o ritual matinal um verdadeiro calvário. Mas, como o mundo é feito de pequenas abstrações com luzinhas próprias e bastante simpáticas, alguns detalhes podem salvar o dia.

Uma conversa simpática no final do dia, por exemplo. Ou um café com uma amiga tão, tão querida. Ou um ônibus inexplicavelmente vazio na volta para casa. Ou uma prova que deu certo, sem explicação lógica pra isso. Ou dois DVDs de um novo vício particular que você carrega na mala para acompanhar a pipoca do sábado à tarde. Ou a alegria no rosto de uma outra amiga, que andava triste há alguns dias - e isso não era bom. Ou a felicidade com sono de alguém que te esperava chegar em casa. Ou o bolo de chocolate com morango que ostenta calorias bonitas e saborosas.

É difícil se sentir feliz o tempo todo. É legal quando um dia bom acontece mas, como diria minha amiga do café, ao gostar da minha vida, elimino de cara todas as possibilidades de virar escritora, artista, boêmio pós-moderno, etc. Por isso, cultivo minhas doses de complicação, desde que possa apreciar os detalhes, pelo menos um dia por semana.



Escrito por Vanessa às 12h24
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