Post (aparentemente) inútil
Sim, sim, a equipe deste blog demorou um pouco para comentar o Oscar. Acho que é por quê há pouca coisa para se comentar. A não ser o vexame de dois Oscars para Martin Scorcese, que não merecia nem uma estatueta enferrujada. Explico: sou fã dele, mas o oscar é a consagração dos melhores do ano. E Os Infiltrados não é o melhor do ano.
Aproveitarei, portanto, um post inútil, para aumentar a audiência do Estrelando:
http://estrelando.uol.com.br/interna/interna_14130.htm
Escrito por Vanessa às 20h11
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Contagem regressiva
É hoje à noite. O problema é que a vida acadêmica reiniciada amanhã não vai me deixar assistir até o final. O Oscar aqui em casa vai até melhor figurino, no máximo, que amanhã a jornada começa cedo. Mas quem puder, recomendo só para dar uma conferida na performance de Ellen Degeneres, uma das comediantes de maior sucesso dos Estados Unidos, e anfitriã da noite pela primeira vez.
Amanhã publico meus comentários revoltados.
Escrito por Vanessa às 13h06
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Horóscopo
Como boa geminiana, eu acredito em mim. Sério, mesmo. Acredito que vou dar certo como jornalistas, que é só uma questão de tempo para estar criticando pintores russos e companhias de teatro neo-zelandezas na Bravo!. O problema é que, como toda geminiana, minto o tempo todo pra mim mesma. E acredito nas minhas próprias mentiras.
É uma sensação danada de estranha. Ao mesmo tempo que escrevo um texto pra lá de legal, que me faz ficar lendo e relendo e me achando o máximo, tenho calafrios diante de uma entrevista de estágio, ou de um jornalista que admiro. Porque eu tenho certeza de que não sou capaz. Não sou boa o suficiente. É por isso que dizem que geminianos são duas caras. E são mesmo.
Mas também percebem rapidinho seus defeitos, e tentam mudar isso a todo custo, mesmo sem sucesso nenhum na empreitada.
Escrito por Vanessa às 17h52
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Aldeotas
Em tempos de "Cada um com seus pobrema" e "Nunca se sábado", é reconfortante saber que a Roosevelt existe e pode nos oferecer texto tão sublime. E que Gero Camilo sabe fazer tão bem a gente sonhar:
http://www.facasper.com.br/cultura/site/critica.php?tabela=&id=82
Escrito por Vanessa às 10h11
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Programação de Folias
1. Ficar bem londe do samba
2. Trabalhar no final de semana
3. Aprender inglês em quatro dias
4. Ficar culta e sábia enquanto os outros ficam bêbados e lesados (muito samba provoca efeitos colaterais)
5. Passar a segunda-feira de carnaval asistindo filmes com uma amiga querida que está indo embora
6. Concluir que, como falou José Simão, 75% da população sexualmente ativa da cidade pegou estrada no carnaval. Os outro 25% são jornalistas.
Escrito por Vanessa às 18h06
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Meio
Eu escrevo para exorcizar meus demônios.
Em tempos de malogrado infinito, não me restam muitas opções para conservar a maldição da sanidade.
Só quero me livrar de alguns pensamentos que sentem.
Escrito por Vanessa às 14h21
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Ser jornalista é uma coisa legal
Eu acredito em rituais de passagem. Não precisa ser nada tradicional ou clichê, mas precisa marcar um momento, um estado de espírito. São pequenas cerimônias que deixam claro que mudanças estão se aproximando.
Hoje é dia de trote na Cásper. A maioria dos bixos comparece, cheio de vontade de levar tinta na cara. Alguns nem aparecem, com medo da tinta ou do significado dela, do ritual ou da passagem.
Em quatro anos, a vida deles vai mudar muito, e isso não quer dizer que as coisas vão melhorar. Eles vão aprender a gostar dessa profissão estranha que a gente escolheu.
Afinal de contas, ser jornalista é uma coisa legal. Espero que eles acabem descobrindo isso, ou então tenham a coragem de partir para outra. Se eles não se encaixarem em nenhuma das opções acima, ainda resta a assessoria de imprensa.
Bem-vindos, casperianos.
Escrito por Vanessa às 14h11
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Dentista sábio você é
Eu odeio dentistas, mas gosto de japoneses. Meu dentista é japonês, o que faz o medo se dissipar mais fácil. Tenho uma crença de que japoneses são seres superiores que nos foram mandados a terra para fazer o bem, criar filosofias e produzir brinquedos a pilha. O meu dentista japonês só não é chegado nos brinquedos.
Consulta, hoje de manhã: "Sabe o que acontece? Você tem andado muito nervosa. Talvez seja bom pratricar algum tipo de yoga, relaxamento. Mas fique sabendo que nada disso adianta se você não se conhecer. O auto-conhecimento é a resolução de todos os problemas. Ah! E mastigue mais do lado esquerdo."
Sempre saio de lá com a sensação de que estou mais sábia.

Do lado esquerdo mastigar você tem, esclarece Doutor Paulo.
Escrito por Vanessa às 13h51
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Mais momento infância - mas, desta vez, com um toque de bolinha laranja (confissão)
Faz 11 anos. Eu, pequena, tinha 8, estava para completar 9 anos. Morava com a minha tia em uma casa aqui perto, em um bairro chamado Ferreira. Eu e minha irmã havíamos nos mudado para lá quando eu tinha 6, dois anos antes, logicamente. A saída de casa aconteceu duas semanas depois de um fato que alguns poderiam chamar de tragédia. Mas foi apenas o começo. Uma moça, que não sei muito bem quem é, mas me colocou neste mundo, voltou pra perto de alguém, lá no alto. E eu fui pra casa da minha tia.
No dia 4 de fevereiro de 1996 (como eu disse 11 anos atrás), eu voltava pra casa. Mas com uma diferença. Eu iria conhecer aquela que tinha sido destinada pra mim. Aquela que alguma força lá em cima (só por isso acredito nesta força) tinha mandado para ser minha mãe.
Hoje, tenho 19, estou para completar 20 anos. Não sei quantos dias passei nesse mundo (nem quanta coisa passamos juntas). Só sei que sou uma pessoa melhor por causa dela. Quem diz que mãe é coisa de sangue, não sabe o que diz, me dá pena. Ou não me conhece.
Escrito por Vanessa às 23h17
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Eu, antes
[Levanta]Olá, meu nome é Vanessa. [Coro: Olá, Vanessa]
É óbvio que eu sempre fui insuportável. Quando pequena, então, não dava pra olhar para minha carinha de Pô-criança. Dá pra entender porque eu critico tanto essas menininhas toscas que têm 9 anos e se acham adultas (mataria cada uma delas): eu era igualzinha.
Quando tinha 10 anos, vivia alardeando por aí minhas habilidades para patricinha de nariz empinado. "Criança o caralho. Eu sou pré-adolescente, porra!" Sim, eu era agressiva e vanguardista.
Um dia, tive que fazer um exame de rotina, no laboratório. Adorava o lugar porque tinha capuccino de graça, mas sempre acompanhava minha mãe. Seria desvirginada no incrível terreno dos exames clínicos. Quando entro, mãmae a tiracolo, o médico barra a dupla e nos manda para uma sala ao lado.
Sim, querido leitor, eu estava na salinha das crianças. Chorei, bati, pulei, quase dei um soco na cara do infeliz de branco, mas não teve jeito. A regra era clara: "Até dez anos, vai pra salinha".
Hoje, eu sou capaz de matar uma dessas menininhas, mas eu já fui uma delas. [Senta]
Escrito por Vanessa às 18h17
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, JARDIM LONDRINA, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Livros MSN - vana_medeiros@msn.com
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