Sorte

A Caixa Econômica Federal vai realizar daqui a pouco, em 5 horas, o sorteio da Mega Sena. São 22 milhões de reais em jogo, para começar o ano como pediu a Deus.

Eu apostei. Os números são 05, 12, 19, 30, 37 e 44.

Se eu ganhar, alguém me avisa, por favor.

Ah! Feliz Ano Novo!

Escrito por Vanessa às 17h10
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Eu Prometo

1. Não acabar com todo o meu salário em menos de duas semanas;

2. Ser mais paciente com as imbecis das pessoas que andam na rua que nem uma lesma com problemas de locomoção;

3. Ler mais do que eu leio, e entender mais do que eu entendo quando resolvo ler antropologia estrutural,

4. Descobrir o que Levi-Strauss tem de tão divertido assim;

5. Ir ao cinema uma vez por semana;

6. Ir ao teatro ao menos uma vez por semana;

7. Comprar as coisas que eu preciso ao invés de ficar pensando por semanas "Puta que pariu! Eu tô precisando mesmo de uma carteira nova!"

8. Ganhar na loteria para bancar esse padrão de vida playboy que eu planejo;

9. Dar pro cara que toma conta da loteria. Não o caixa da lotérica, o que manda naquela porra. Torcer para que ele seja mais bonitinho que o caixa;

10. Puxar todas as músicas que estão na lista do meu Kazaa. Elas estão lá desde que eu tinha 12 anos;

11. Excluir Backstreet Boys e Five da lista do meu Kazaa;

12. Passar mais tempo com os meus cachorros. E com a minha mãe. Mais com a mãe do que com os cachorros;

13. Estudar teatro até ficar míope. Eu preciso encerrar 2007 sabendo a ordem e o primeiro ato de todas as peças do Molière. Decor;

14. Ser menos exigente comigo mesma;

15. Tentar fazer com que 2007 seja tão proveitoso em matéria de amizades quanto me foi este ano;

16. Emagrecer. Mas sem desistir do meu projeto "engorde o mundo você também";

17. Assistir Star Wars, antes que alguns me matem;

Para todos que passaram 2006 nas páginas insípidas deste blog, um ótimo 2007. Vocês me agüentaram, portanto merecem. Que a força esteja com vocês.



Escrito por Vanessa às 20h32
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Pequenez

O que eu prometo para 2007? Parar de pensar tanto no mundo e tentar ser feliz, sozinha com uma panela de brigadeiros.

Antes do final do ano, alongo esta lista, mas, no momento, só estou querendo voltar a achar graça em uma panela de brigadeiro, ou nas minhas canetas coloridas, ou em uma sessão de cinema no meio da tarde.



Escrito por Vanessa às 14h48
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O toque dos sinos - uma humilde auto-explicação

Eu sou agnóstica, não me lembro de um Natal que possa ter sido considerado "Uma Noite Feliz" e odeio festas de família, porque a gente não pode escolher com quem ou como passá-las. Então, por que diabos eu comemoro o Natal?

Por que, mesmo que hipócrita, nós precisamos de um momento de renovação, perto de uma data tão simbólica quanto o Ano Novo, em que a merda da consciência te diz para pensar um pouco mais nos outros. Porque o mundo está uma droga mesmo, e vai ficar assim, se eu me importar com isso ou se eu coçar o saco sem fazer porra nenhuma pelas criancinhas famintas da África. Então, que eu pense um pouco mais no bem, pelo menos de quem está à minha volta. Comemoro o Natal porque gosto de luzinhas coloridas, de peru e de compras a longo prazo com cartão de crédito.

E, acima de tudo, eu comemoro o Natal porque tem pessoas perto de mim que merecem sorrir uma vez por ano. E, a cada dia, elas me ensinaram que fazê-las felizes, ao menos no pouco tempo que tenho para isso, é uma linda missão de vida. A tal da vida que, aliás, não poupou porra nenhuma quando quis destruir a felicidade alheia. A mesma vida implacável na sua indiferença.

Por isso comemoro o Natal.

Escrito por Vanessa às 17h59
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Adoro listas

Billie Holiday
Cake
Trilha sonora de Rent
Carlos Gardel
Nina Simone
Aimee Mann
Beatles
My Fair Lady
Ray Charles
Gene Austin
Gavin De Graw
Edith Piaf
Smash Mouth
Supertramp
TV on The Radio
U2
The White Stripes
Arctic Monkeys

O fantástico mundo que cabe dentro de um MP3.


Escrito por Vanessa às 11h07
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De crises itinerantes

_ Puta merda? Como alguém pode não conhecer os usos catárticos e libertadores do desodorante? Eu desisto dos ônibus no verão. De hoje em diante, só subo em um se ele tiver ar condicionado. E dos bons.

 



Escrito por Vanessa às 19h13
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Amigo Oculto

É quase um ritual. Final de ano precisa ter pessoas infelizes fingindo que está tudo bem. Para isso, portanto, nada melhor do que um amigo-secreto. Você reúne toda a cambada e troca presentes entre os escolhidos. Papéizinhos são cortados e nomes são escritos. Você corre atrás do presente que mais combina com o seu amigo. Na maioria das vezes, você tira aquela única pessoa que você não gostaria de ter tirado.

Calcinha comestível é muito ousado? Ou será ofensivo? Será que ela vai achar que eu acho que todo mundo acha que ela é púdica demais? Que ela precisa se soltar? Se ela for pessimista, pode pensar que eu estou chamando ela de vadia.

E livros? Será que ela é da espécie O Monge e o Executivo ou Schopenhauer? Se bem que esse é o tipo de coisa que você percebe de olhar pra infeliz...

Neste ano, me envolvi em três desses rituais de animação natalina da espécie humana. Em todos eles, tirei amigos muito especiais. Em alguns deles, tirei amigos mais especiais.

Fingindo o espírito natalino, até que a gente se sai bem.



Escrito por Vanessa às 20h37
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Jingle bells

É fim de mês (pelo menos para o meu salário), dezembro e estou endividada.

Nos próximos cinco dias, tenho um lançamento de livro (que eu queria comprar) e três amigos-secretos (que eu vou ter que gastar).

Meu Deus! Tenho saudades da época em que o capitalismo era uma realidade distante e vivia nos bolsos da família.



Escrito por Vanessa às 19h34
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A merda do mundo - e outras histórias

Este blog, eu sei que vocês não sabem disso, tem dois anos e meio de vida. Comecei a escrever aqui, eu ainda tinha 16 anos e estava naquele limbo mau-diagramado chamado Ensino Médio. Agora, em um ímpeto de idiotice desocupada, eu reli todo o meu blog. Comecei no primeiro post.Nele eu dizia que isso aqui era um lugar sobre tudo aquilo que eu considerava digno de ser lembrado. Terminei me desesperando com um lapso de memória acerca do nome de uma rua.

Durante as pouco mais de 2 horas que eu passei relendo tudo, eu me xinguei diversas vezes seguidas. Os primeiros textos eram ridículos, pretenciosos. Foram escritos por uma menina de 16 anos que não sabia nem viver direito. Falava do Satyros como se soubesse quem eles são, do Nelson como se fosse mesmo entendida do assunto, da vida como se participasse dela.

Balela. (adoro essa palavra) Mas percebi o quanto minha vida mudou. O primeiro ano de faculdade, o deslumbramento com o mundo, o brilho nos olhos do texto, toda vez que as letras indicavam a vida acadêmica que começava. Percebi as influências aparecendo e desaparecendo. O encontro de um novo estilo, algumas técnicas experimentadas que eu nem sabia que eram técnicas.

Sou outra, asssustadoramente outra. Melhor? Claro que não, quem sou pra ser melhor que qualquer pedra no meio do caminho! Mas mandei a merda do mundo praquele lugar e virei eu mesma, Pô, Vanessa e tudo junto. Mais sincera, mais espontânea e mais à vontade no mundo.

Aliás, odeio frases de efeito, e descobri que esse era meu maior vício quando ainda não tinha mandado a merda do mundo praquele lugar.



Essa era eu, quando era boba e gostava de Natal




Escrito por Vanessa às 23h09
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No mundo da lua

Subindo a rua da minha casa, toda feliz, depois de um domingo de plantão no trabalho. Sério, mesmo. Eu estava feliz, juro. De repente, olhei para a placa da rua. Simplesmente meu olhar encontrou a placa, nem teve um motivo para isso. Li: "Avenida Gal. Cavalcanti de Albuquerque". Até aí, tudo parece muito cotidiano.

O problema é o seguinte: eu moro aqui há 20 anos e escrevia o nome da tal da rua errado. Isso mesmo, 20 anos! Eu sempre escrevi "Cavalcante" e não "Cavalcanti". Meu mundo caiu. Não conseguia mais subir a ladeira. Você vai rir e dizer que eu não estou em tão boa forma assim pra conseguir subir essa merda de ladeira de 80º de inclinação. Tudo bem, tudo, bem, eu vou relevar a piada sem graça. (humpf, seu mal-educado. Não se faz piadas desse tipo em blog alheio)

O fato é que foram 20 anos xingando os filhos-da-mãe que escreviam Cavalcanti nas cartas, que mandavam correspondência com nome de rua errado, segundo minha ignorância acreditava. Eu acho que todo o episódio mostra que minha mãe estava mesmo certa. Eu preciso mesmo prestar mais atenção nas coisas. Eu vivo muito no mundo da lua, menina.



Escrito por Vanessa às 18h33
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Momento PP: coluna sagomense da semana

Entrevistei três pessoas que admiro demais. E saiu uma reportagem sobre a movimentação teatral da Praça Roosevelt. Foi difícil esconder o gosto e a admiração por um projeto tão bem-sucedido. E não consegui.

Com vocês, Ivam Cabral, Hugo Possolo e Patrícia Aguille falando de uma realidade que vicia:

A Vida na Praça Roosevelt



Escrito por Vanessa às 21h48
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Ecologia para principiantes

Três árvores inteiras no chão. Eu, apesar de ter nascido naquele dia mundial do meio ambiente, sempre odiei ter nascido num dia verde. Detesto papo de eco-chato.

Mas fiquei com dó das pobrezinhas. As árvores ali, coitadas, no chão, desprotegidas, tão despudoradas.

Ao lado, o caminhão delator. Nele, uma placa com os dizeres: "Prefeitura de São Paulo - Preservando o Meio Ambiente". 

Tão óbvio.



Escrito por Vanessa às 18h29
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Redação: minhas férias

Já decidi: tô tentando virar, tipo assim, nerd. Tenho um plano de carreira que exige que eu tenha, pelo menos, pós-graduação até os 34 anos. Isso significa que ainda falta muito, considerando a baixa capacidade que a Cásper Líbero tem de formar alunos capacitados para uma Pós-Graduação.

Portanto, hoje, no meu primeiro dia consciente de férias (sim, só me toquei agora), decreto que esse recesso será produtivo. Vou sair dessas férias especialista em alguma coisa nem que seja a reprodução das esponjas do mar da Austrália.

Tá, quem eu quero enganar? Não vou passar do primeiro livro.



Escrito por Vanessa às 18h08
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Final de semana

Acordar. Sair correndo atrás de um ônibus com um motorisa com vocação para serial killer. Ensaio, ensaio, ensaio. Um bebê muito, muito fofo. Teatro, mini-peças, desespero. Arrumação. Teatro minimalista, porta-malas. Ônibus lotado, mais motoristas homicídas. Má. Shooping. Presente. Aniversário. Abraços. Banho. Festa. Cerveja. Vinho. Vodka. Tati. Refrigerante. Nova-melhor-amiga-de-bebedeiras. Tecno. Dança. Amigos, muitos amigos. Tati quebrando o barraco. Sono muito sono. Dormir 2 horas. No sofá do Pedro. Chicago. Extras de Chicago. Ônibus lotado. Casa. Laís. Literatura africana. TV. Ressaca.

40 horas.



Escrito por Vanessa às 17h41
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