Adoro Carnaval.
Eu durmo o dia inteiro, tenho tempo de sobra pra todas as leituras atrasadas da faculdade e ainda posso ficar acordada até às 3 da manhã sem ter que acordar às 5:40 h no dia seguinte.
O paraíso deve ser mais ou menos isso.
Escrito por Vanessa às 16h32
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Droga. preciso de mais organização.
Em uma semana eu peguei na biblioteca: "História Mundial do Teatro" (praticamente uma epopéia de tão grande), "O Reino e o Poder" (Gay Talese, que se recusa a escrever qualquer coisa com menos de 554 páginas. Por isso, este tem 555), "O Teatro Épico" (Rosenfeld já é um nome suficientemente assustador pra mim).
Só tive coragem (ou competência intelectual, se você preferir), pra ler dois volumes da coleção Aplauso, Miriam Mehler e Cleyde Yaconis.
Patético, não?
Escrito por Vanessa às 19h19
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Nota pouco significativa.
Odeio suco de tomate, pessoas impossíveis de contactar e, principalmente, crises de criatividade.
É só. Pode voltar ao seu mundo.
Escrito por Vanessa às 16h19
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A máquina do capitalismo
Cena acorrida há pouco, na biblioteca pouco freqüentada de uma faculdade qualquer.
_Com licença, eu gostaria de pegar esse ilvro.
_ O sistema está acusando atraso. Você não pode fazer empréstimos. Tem que pagar a multa primeiro.
_ Ah! Tudo bem. De quanto é a multa?
_ Pouquinho. Só 18 reais.
_ ...
Escrito por Vanessa às 11h29
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Voltando
Depois de abandonar o Centro Cultural da Paulicéia, meu blog de críticas culturais, estou de volta, até porque entrei em um ritmo alucinado de produção de textos. Quatro críticas por semana, o que equivale a muitos filmes, livros, DVDs, peças de teatro, etc., para poder encontrar alguma coisa que valha queimar tantos neurônios.
Espero que eu demore umas duas semanas pra surtar. É que vai estrear a nova temporada de Despearate Housewives. E eu não queria perder isso por nada...
http://www.centrocultural.zip.net
Escrito por Vanessa às 19h17
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Criticando.
É fato: crítica é uma coisa complicada. Qualquer ignorante se acha apto a avaliar cinema, teatro, literatura. E ainda por cima, quando você, que acha que seus anos de estudo sobre o assunto valeram alguma coisa, vai opinar contra, eles sempre dizem: _ Isso aqui é uma democracia. Eu tô no meu direito de dar opinião.
Eu acho que crítica é uma profissão em extinção.
Esse é o Décio de Almeida Prado, o melhor crítico teatral brasileiro de todos os tempos. Mas isso é só minha opinião. Tô no meu direito de democracia.
Escrito por Vanessa às 17h12
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Sem desculpas para não estar na platéia.
A temporada teatral de São Paulo está de dar água na boca. Principalmente pra quem, como eu, ainda não foi escolhida musa da Playboy ou não é a nova promessa da novela das 8. POBRES, como diriam os mais céticos. Mas isso aqui é um blog democrático e eu não posso prejudicar os ricos capitalistas só porque eles provocam o funcionamento da máquina porca do lucro descontrolado. Isso é problema deles. Este blog não mexe com problema dos outros porque é falta de educação.
O Teatro Fábrica São Paulo está com duas peças em cartaz que valem a pena uma conferida.
17 X Nelson - Pretenciosa montagem que leva aos palcos uma coletânea de fragmentos de todas as 17 peças deste maior dramturgo brasileiro. Imperdível. Mesmo que não corresponda às suas expectativas, é o tipo de peça que não pode passar em branco.
Nossa Casa de Bonecas - Clássico de henrik ibsen, o maior representante do teatro realista escandinavo. O acréscimo do "Nossa" ao título parece não influir em nada nesta montagem bem alinhada. Crítica aqui mais tarde, que ninguém é de ferro e eu não sou máquina de caracteres.
O Sesc Belenzinho me descobriu nestas férias. Geralmente são montagens simples e maravilhosas, freqüentadas por um grupo fixo que vê tudo em teatro por aí. Já dei de cara com muitos rostos conhecidos de outras filas por lá. Há pouco tempo, Luis Melo fechou temporada paulista de "Daqui Há Duzentos Anos" nesse Sesc. Nem preciso dizer a experiência inesquecível que foi vê-lo no palco e trocar algumas palavras com ele depois do espetáculo.
Esperando Godot - Este é o grande textos de um dos principais representantes do que chamamos Teatro do Absurdo, Samuel Beckett. De uma profundidade e beleza inigualáveis. Desta vez, montagem do já conhecido Gabriel Vilela, com atuação de Magali Biff e Bete Coelho.
Jung e Eu - Oportunidade de ver Sérgio Brito, já com mais de 80 anos, voltando aos palcos. Monólogo onde um ator shakespeariano enfrenta as dificuldades de encontrar personagens pra sua idade.
Por fim, duas dicas essenciais:
Os Satyros - essa trupe é a sensação da temporada paulista. Com vários textos simultâneos e espetáculos apresentados a semana toda, o Espaço dos Satyros, na Praça Roosevelt, está revitalizando a região e recuperando um lugar que há tempos era considerado morto culturalmente. Desde Oscar Wilde (De Profundis) até Plínio Marcos (Oração para um Pé-de-chinelo).
O Último Bolero - estreado por Francisco Cuoco, este espetáculo tem recebido críticas animadoras. Estaria por aqui mesmo que fosse um fiasco. Ver o Cuoco no palco é uma oportunidade rara para nós, paulistanos, e é burrice perder isso. Teatro das Artes, Shopping Eldorado.
Escrito por Vanessa às 19h32
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Coletivo.
Sartre foi um gênio. Por tudo o que ele fez, mas principalmente por uma frase que considero um dos seus pontos altos. "O Inferno são os outros."
Quase um milagre da predileção. Praticamente uma Mãe Dinah da filosofia: ele disse isso antes mesmo de inventarem o ônibus lotado.
Escrito por Vanessa às 18h47
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Achei por aí.
"O teatro para mim é uma coisa sagrada. Ele pertence ao ator. Embora você passe pelo texto que é a partitura, pelo diretor, que é o maestro, na hora da execução da obra, o ator é pleno em cena aberta. Ele é absoluto. Por isso, dizemos que no teatro, você pode ser um rei, uma princesa, uma mendiga, pode ser tudo. E você reina, no espaço da imaginação e da criatividade. Esta realização é indescritível. Então, a gente diz que o teatro é do ator."
Eva Wilma
Escrito por Vanessa às 20h33
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Trote catártico.
Pintei a cara de bixos, humilhei bixetes ao limite da insanidade humana. Me sinto revigorada. Que venha o ano letivo de 2006.
Escrito por Vanessa às 18h04
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O filho pródigo
Depois de quase três meses de férias, volto às aulas amanhã. Eu já tinha me acostumado a planejar minha vida, freqüentar casas de amigos, teatros, cinemas, essas coisas de gente normal. Ledo engano: jornalista não é gente normal.
Amanhã a Cásper Líbero voltará a habitar meu mundo. Que bom! Uma das maiores riquezas que se leva da vida é a experiência. É rodar o mundo atrás de coisa nova, de gente nova. É sentir a alma desse negócio incompreensível chamado ser humano. É se espantar sempre com o quanto desconhecemos de tudo.
Jornalista faz tudo isso. Jornalista não é gente normal.
Escrito por Vanessa às 17h38
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Um, dois, três, catorze.
Entre os dias 20 e 21, São Paulo receberá um dos maiores fenômenos da música internacional. A banda U2, já com 29 anos de carreira e 19 discos lançados, traz para o Brasil um rastro que envolve solidariedade, altruísmo e shows badaladíssimos.
Com 45 anos, o vocalista da banda, Bono Vox, é hoje um dos maiores símbolos desses valores. Com planos que priorizam o espírito Robin Hood, Bono freqüenta reuniões políticas e eventos como o Fórum Econômico Mundial de Davos, a fim de arredacadar ajuda dos países ricos para projetos assistenciais em regiões remotas da África e, não raro, também negocia o perdão de dívidas entre esses países.
A revista Época desta semana traz entre suas matérias uma reportagem com o título "Será Bono o Messias?"; os ingressos para a segunda apresentação da banda se esgotou em 7 horas; o vocalista foi uma das principais atrações do espetáculo beneficiente Live8 no ano passado; a passagem dos 4 pela América do Sul tem sido apontada como o grande evento musical do ano; alguns fãs pagaram 1500 reais a cambistas para garantir o ingresso.
Está tarde demais: já deveriam ter erguido uma estátua pra esse cara.
Escrito por Vanessa às 17h24
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De volta, a Sutil
A Sutil Companhia de Teatro promete temporadas agitadas neste ano. No site, já lançaram uma agenda que prevê reprise do ótimo Avenida Dropsie, desta vez no Teatro Alfa, entre maio e junho, antes da estréia de Temporada de Gripe em São Paulo, provavelmente só em agosto.
Em sinal de agradecimento ao Felipe e Cia. desistirei da minha greve de fome nos próximos dias.
Escrito por Vanessa às 15h11
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Rent - Os Boêmios
Five hundred twenty-five thousand six hundred minutes
How do you measure a year?
In daylights, in sunsets, in mid-nights, in cups of coffee.
In metros, in miles, in laughs, in stars.
Five-hundred twenty thousand six hundred minutes
How do you measure a year of life?
How about love?
Seasons of love.
É baseado em um musical da Broadway, tem um trailer emocionante e faz parte das minhas próximas jornadas cinematográficas. Posto crítica por aqui, um dia.
Trailer no cineclick. Facilitando a vida dos interessados:
Rent - Os Boêmios
Escrito por Vanessa às 14h38
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A Força de Brokeback Mountain
Eu saí do cinema arrasada. Em pouco mais de 2 horas, Ang Lee tinha conseguido mudar toda a minha percepção de cinema americano. "O Segredo de Brokeback Mountain", que estreou em circuito nacional na última sexta-feira, é o favorito para o Oscar 2006, e não passa nem perto do esquema hollywoodiano dos demais concorrentes.
O filme, como todos os leitores bem-informados deste blog já devem estar sabendo, trata da relação de dois caubóis gays, Jack e Ennis, que vivem no cinturão conservador americano, a chamada América Profunda, e constroem uma relação baseada num sentimento que nem mesmo eles entendem, mas do qual não conseguem se livrar. Eles se conhecem na Montanha Brokeback, um reduto de prazer e identidade no meio da sociedade hipócrita e discriminadora à qual eles pertecem, e que se aloja, mais do que em qualquer outro lugar, dentro de seus próprios medos e inseguranças. E passam uma vida se encontrando esporadicamente para satisfazerem a necessidade que sentem um do outro.
Muito mais do que tratar desta relação, Brokeback Mountain toca nos sentimentos mais profundos, em valores humanos que muitos de nós têm dificuldade de reconhecer, como a necessidade de evitar a solidão, de encontrar alguém com quem partilhar uma vida de sofrimentos e alegrias. Jack e Ennis (os divinos e surpreendentes Jake Gyllenghal e Heath Ledger) sabem apenas que precisam um do outro, uma necessidade carnal e espiritual, com a qual mal conseguem lidar.
A trilha sonora, o brilho e talento excepcionais destes dois atores, o modo genial como Ang Lee conduz um romance escancarado com a sutileza e a embriaguez certas para cada momento, o roteiro emocionante. Tudo conspira para que Brokeback Mountain seja uma ode ao cinema, uma homenagem à vida e uma condenação ao preconceito. Em suma, um clássico desde o seu nascimento.
Escrito por Vanessa às 11h31
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Sem criatividade e sem livros.
1.Ônibus e abastecimento de cafés na Fnac - R$10,00
2. Coletânea das Melhores peças de Gianfrancesco Guarnieri - R$31,00
3. Teatro de Arena - Uma Estética de Resistência - R$29,00
4. Paulo Autran, Sem Comentários - R$85,00
5. Passar a tarde em uma livraria e descobrir que uma biblioteca mínima custa economias de três a quatro anos da sua medíocre vida financeira - Não tem preço.
Escrito por Vanessa às 16h34
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Os Dez Mais
Como deixei passar em branco o aniversário da cidade (todo mundo falava nisso e eu odeio modinhas), aqui vai minha lista de motivos pelos quais todos deveriam nascer paulistanos.
1. Em qual outro lugar do país você tem uma avenida (paulista) com uma sala de cinema a cada 150 metros? Limpa. Uma sala de cinema limpa, por favor. Cines pornôs não entram nas estatísticas oficiais.
2. Dois políticos do mesmo partido estão usando a gente de trampolim pra presidência. E a gente vai votar nele, qualquer que seja o cara, o que é pior.
3. O mundo inteiro cabe dentro dessa cidade. Vá a pé da Bela Vista a Liberdade se duvidar. De Metrô também dá, mas perde um pouco da emoção da coisa. E o que são 3 Km? Metrô é para os fracos.
4. Mesmo que você passe a vida no Orkut e no MSN, você sempre vai ter fama de trabalhador. Dizem por aí que a cidade não pára. E ainda tem gente que acredita...
5. Você tem cacife pra olhar pra outras pessoas com cara de intelectual e discutir o novo filme do Beto Brant sem que ninguém pergunte se você sabe do que está falando. Afinal, paulista é antenado com as coisas do mundo.
6. Você não precisa de praia, você tem o Shopping Center.
7. O Centro Velho pode ser facilmente explorado e oferece uma gama de possibilidades antropológicas que deixaria um carioca de boca aberta.
8. Você pode rir da cara dos cariocas quando eles dizem que o Chopp é invenção deles. Afinal, quem não conhece o Bar Léo? Só o garçom de lá já tem mais de 80 anos...
9. Boemia aqui tem um sentido mais requintado, intelectual. Seja poser uma vez na vida e vire a noite no Unibanco. Você não vai se arrepender.
10. E por último, nós temos a mehor temporada teatral do país. Por aqui, estréiam Paulo Autran, Luis Melo e Bibi Ferreira na mesma época. Além, é claro, das companhias que fazem a fama da cena cultural da cidade: Tapa, Satyros, Folias, Oficina, CPT, etc. Gozamos da fama, mesmo sabendo que a maioria deles veio de Curitiba.
Escrito por Vanessa às 18h24
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A Praga do Novo Milênio
Mesmo que você não saiba o que isso significa, há de concordar comigo: posers são um saco. Para os alienados de plantão, eu explico. Essa palavra é um estrangeirismo mal utilizado que designa aqueles que "fazem pose de", mas não são. Isso vale pra roqueiros, punks, pagodeiros, moderninhos, intelectuais e, alguns dizem, japoneses. O pior tipo de poser é uma criatura esquisita que anda por aí tentando condensar modernidade, arte e super poderes em uma mesma combinação de calça xadrez, camisa blasè e óculos de aros espantosamente grossos. Acompanha All Star.
Esses indivíduos que vamos chamar de Arteiros (sem nenhuma alusão ao único leitor deste blog, por favor) podem ser encontrados em espaços cautelosamente posicionados para que todas as atenções do círculo intelectual da cidade se virem para ele. São guetos mais conhecidos como Espaço Unibanco, HSBC Belas Artes, Sesc Consolação e arredores. Podem ser confundidos com aqueles duendes estranhos que fazem arte por aí. Arte de verdade. Os arteiros só fingem. Se pudessemos cuspir neles, beleza. Mas o problema é que estes caras se julgam detentores da verdade e normalmente seqüestram quem não concorda. Dizem por aí que descendem da máfia japonesa. A de verdade, não a poser.
Escrito por Vanessa às 18h23
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Conclusão de uma rápida pesquisa no Orkut.
1. Artistas são um saco.
2. Artistas que sabem que são artistas são os piores.
3. Artistas que querem provar sua arte o tempo todo merecem um tiro.
4. Essa baboseira de mundinho intelectual é pra quem não tem o que fazer.
Escrito por Vanessa às 17h35
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O Mundo anda cinza
Peguei um resfriado daqueles. Minha semana é toda chazinho de camomila e pocket books.

Escrito por Vanessa às 14h59
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Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, JARDIM LONDRINA, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Livros MSN - vana_medeiros@msn.com
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