Retrato de uma outra paixão

Ela precisava contar, só não sabia pra quem. Existem algumas informações no mundo que não foram feitas pra ser segredo. Essa era uma delas. Saiu pelos corredores da faculdade em busca de uma alma fofoqueira carente de atualizações. Nada.

Resolveu escrever. No começo era trevas, mas depois viu que isso era bom. O mundo dela virou a linguagem. E desvirou em palavras que fluiam sem muito pensar em nada. O texto era sua maneira de se espantar com o mundo, de se entender com a vida, de colocar seus fantasmas pra fora. Expulsando dúvidas e construindo sonhos se fez a sua catarse.

Cada dia era um mundo novo. E um desafio retratá-lo. A rotina cansativa era brindada com um largo sorriso estampado no rosto. De repente, não mais que de repente, do riso fez-se a vida. Ela descobrira o jornalismo. Redatora por profissão, comunicadora por vocação. Construindo uma nova visão de mundo a cada dia, sem deixar de ser coerente com a realidade que a fez tão grande. Vivendo o hoje e montando o amanhã.

“Today could be the best day of,

  Today could be the worst day of,

  Today could be the last day of your life."

 

Chronicles of life and death, Good Charlotte                                                                                                                                         



Escrito por Vanessa às 09h17
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Falando em intertextualidade...

Observação anterior ao post de hoje: espero que tenham gostado do novo layout do blog. Mudei a descrição do lado esquerdo também.


Um minuto de silêncio, por favor. A criatura laranja (= feliz) dentro de mim acaba de entrar em coma. Os motivos são vários. O post anterior é um deles. Uma pessoa anda tomando todo o meu tempo. Dou um prêmio pra quem adivinhar quem é. Citando uma amiga, o estado de espírito se reflete muito nos meus textos. Esse meu texto aí embaixo está parafraseando meu estado de espírito.

Perdas

 

Toquei flauta,

Tu não cantaste.

Entoei canto fúnebre,

Tu não choraste,

 

Despejei meus sonhos e

Vendi a alma e

Despi a vida e

Troquei a calma e

Mandei pros ares

toda minha paz.

 

E tu, temente de tudo,

Não sonhou.

Não provou.

Não amou.

Não brigou.

 

Toquei flauta,

Tu não cantaste.

Entoei canto fúnebre,

Tu não choraste.

 



Escrito por Vanessa às 17h54
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Decepções

Não há nada pior do que ser uma geminiana. Você confia demais nas pessoas, exalta sentimento e caráter de quem não merece. Aí vem a decepção. Corrói o peito e trai a alma.

Algumas pessoas precisam ficar na platéia. O palco não é o lugar ideal pra elas. Pelo menos não o meu palco.

Tenho que escolher melhor os meus amores. Só um lembrete pra uma próxima vez.



Escrito por Vanessa às 18h07
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Um último apelo

Hoje assisti a uma palestra na faculdade sobre os 30 anos da morte de Vladimir Herzog. Pra quem não é da área, Vlado foi um jornalista preso, torturado e morto durante os anos da ditadura, e que hoje é símbolo da luta contra os abusos de autoridade no Brasil. Importante, interessante e necessário discutir esse tema.

Agora o desabafo: (tirem as crianças da sala, eu não me responsabilizo pelos palavrões a seguir)

Que &$#%@ de vida é essa? Eu poderia ter nascido uns vinte anos antes, vocês não acham? Porque raios eu tive que fazer parte de uma época tão mesquinha, fútil e superficial como a nossa? Ouvindo jornalistas como Paulo Markun, do programa Roda Viva, eu cheguei à conclusão de que não se pode ter uma vida intelectual aceitável frequentando uma faculdade onde todos só pensam nas suas próximas aventuras etílicas.

Minha vida está organizada em alguns níveis. Balada é sábado à noite, e não terça de manhã. Na quinta às 9h eu quero estar ouvindo sobre filosofia, respirando Aristóteles, esperando pela próxima tirada maravilhosa do Carlos Costa sobre os jornalistas picaretas dos anos 50. Pode soar estranho, mas eu quero aprender. Estou lá pra isso, e o que me incomoda é ver que a sabedoria é cada vez menos valorizada onde deveria ser o objetivo supremo: nos meios acadêmicos.

Que tipo de comunicação teremos no futuro? Será mesmo que nosso destino é mais Nelson Rubens e menos Paulo Markun? A decepção anda me corroendo há algum tempo.



Escrito por Vanessa às 19h00
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Síndrome da estréia

Meu estômago já foi parar na minha boca duas dúzias de vezes. Nos últimos quinze minutos. Daqui a uma semana e meia, eu e mais 16 pessoas iremos apresentar a peça "Pedreira das Almas", de Jorge Andrade. Já havia ficado nervosa em estréias antes. Nada comparado com o surto destes dias. A minha personagem, Urbana (a dona da frase publicada aqui  três dias atrás), é um poço de complexidade. Um dos meus diretores, Geraldo (o dono da maior parte das frases de desprezo em relação à minha pessoa), é a maior fonte das minhas preocupações.

Meu dilema? Difícil ser. Impossível não ser. Não sei responder à questão.



Escrito por Vanessa às 18h13
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Entre orcs e elfos

Ontem, como metade da população brasileira já deve estar sabendo, a rede de Tv aberta SBT veiculou em sua programação noturna o primeiro filme da trilogia "O Senhor dos Anéis". A partir das 20h30m, o cenário da minha casa se transfigurou. Eu, linda e meiga, na minha cama a ler um livro do Rubens Paiva, magicamente fui teletransportada para um buraco negro que fica exatamente em cima do meu sofá. E acabei a noite esparramada, totalmente escassa de qualquer compostura, babando na tela da Tv.

Não é pra menos. Mesmo dublado (urgh!), "O Senhor dos Anéis" é um primor em todos os sentidos. Se um dia eu deixei claro nesse blog que Chico Buarque é Deus, chegou o dia da minha retificação: nada supera Peter Jackson. Dizem por aí que Deus é a classificação para um ente superior a todos os outros. Então, se isso não for só um boato, Chico perdeu seu trono.

"Um Anel para a todos governar, Um Anel para encontrá-los,
     Um Anel para a todos trazer e na escuridão aprisioná-los"



Escrito por Vanessa às 13h13
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Pausa

Pausa para uma reflexão sobre algumas verdades da vida.

"Se eu ficar em silêncio, não estarei escolhendo?"

Jorge Andrade



Escrito por Vanessa às 18h13
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Sentimental

A droga da coisa toda é que a vida não é lá muito estável. Quando você dá graças a Deus porque entendeu Marx, sabe finalmente o que é antropologia estrutural e conseguiu assistir Apocalipse Now até o fim, não vem a bonança como disse um ente milenar desses por aí.

Amores e paixões são coisas imprevisíveis. Um dia você acorda e percebe que tem alguém no mundo que pode te fazer mais feliz do que Peter Burke e sua iconologia da arte contemporânea. Só que essa pessoa é um pouco mais complicada que o livro de Burke. Você definitivamente não deveria ter ouvido o infeliz que disse que a inteligência é um ótimo afrodisíaco. Besteira! Você estava melhor sem ele.

Repetindo velhos paradigmas, que se encaixam em novas leituras da realidade:

"Sofrer é descer ao fundo de um abismo. Saber sofrer é extrair dele uma pedra preciosa."



Escrito por Vanessa às 16h15
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Comédias para todas as vidas

Tenho alguns ídolos na vida. Cerca de 87% deles são roliços, segundo última apuração em março deste ano. Parte dessa porcentagem fica por conta de um escritor que me guiou, e ainda me guia, na paixão pela linguagem, pelo texto e pela leveza de suas obras: Luis Fernando Verissimo.

Gaúcho de Porto Alegre, Verissimo nasceu em 1936. Teve uma longa carreira em jornais, revistas e editoras, criando desde colunas para o "Folha da Manhã" (pai do nosso ambíguo "Folha de S. Paulo") até planejamento e arte para a Editora Globo. Mas o sucesso veio mesmo como escritor, criando outros mundos e satirizando o nosso.

Seu primeiro livro, uma reunião de crônicas publicadas em jornais, sai em 1973. De lá pra cá, foram sucessos como o detetive Ed Mort, as tririnhas "As Cobras", a Velhinha de Taubaté e, talvez seu personagem de maior repercussão, o Analista de Bagé. Há 11 anos atrás, Verissimo publica pela L&PM o primeiro livro de uma série deliciosa: "Comédias da Vida Privada - 101 crônicas escolhidas".

Hoje com 69 anos, sua vida e produção literárias andam a todo vapor. Verissimo dá continuidade a republicação de uma série temática de textos antigos, que tem seu primeiro título, lançado em 2000, em "As Mentiras que os Homens Contam". Em seguida vieram "Comédias para se ler na escola", "Sexo na Cabeça" e "A mesa voadora".

Com sua banda de Jazz, seus quilinhos a mais e sua caneta irreverente, Verissimo conquistou essa leitora aqui e mais milhões de pessoas em território nacional. Em uma época em que o brasileiro lê tão pouco, ele me ensinou primeiro a gostar de viajar nas páginas de seus livros; depois, a acreditar que a produção literária nacional é riquíssima, deliciosa e contemporânea. Se não se lê mais por aqui, se escreve muito bem, obrigado. 



Escrito por Vanessa às 12h51
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Só pra constar

Esse post é inútil. Se você tem mais de dois neurônios e eles costumam fazer ligações entre si, passe para o próximo post. A discussão jornalística aí embaixo é muito mais interessante.

Eu estou aqui só pra deixar registrado em algum lugar que eu acabei de ter uma aula de sociologia em que, pela primeira vez em toda minha vida, eu entendi o que quiseram me ensinar sobre Marx. Isso mesmo: eu sei quem foi ele. Roa as unhas, grite, entre em surto, porque você provavelmente não sabe nada sobre ele, levando em conta a elevada porcentagem de ignorância sobre este pensador alemão (ou qualquer um dos outros milhares de pensadores alemães).

Alegria. Imagens coloridas. Uma grande bolha laranja. Tudo no mundo se resume à mais-valia e à alienação.



Escrito por Vanessa às 09h40
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Da conotação do texto jornalístico - O referendo da polêmica

Aqui não discuto o sim ou o não. Isso é problema seu. A meu cargo fica a cobertura jornalística que a grande imprensa tem destinado ao fato. O cúmulo do absurdo veio há duas semanas com a capa "7 razões para votar não" que a Veja teve a cara de pau de dar. Isso não é jornalismo. Não é jornalismo também o que a Época faz, dando matérias ditas imparciais que escondem (sem muita eficiência) a posição da revista pelo SIM.

Em um país degradado pela escassez de sistema educacional adequado às necessidades do círculo social, a imprensa faz vezes de formação. E ela tem consciência disso. O editor que nunca tomou proveito dessa realidade que atire a primeira pedra. O problema é que nós, jornalistas, não servimos pra isso. O repórter em geral tem como responsabilidade social a construção de um relato o mais fiel possível à realidade. Daí o mandamento primordial do apurador: ouvir sempre os dois lados.

Dar ao leitor uma visão geral da sociedade para que ele possa construir a sua própria visão de mundo. O problema é que muitos jornalistas estão construindo isso pra eles.



Escrito por Vanessa às 08h02
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Divulgação

Marketing não é bem o forte de uma jornalista, mas estou tentando partir pra manobras desesperadas de divulgação pessoal. Por isso, divulgo aqui o endereço do meu blog de críticas culturais. Ele é, além da responsabilidade jornalística da coisa, um jeito de me exercitar para exercer minha futura profissão: jornalismo cultural. Espero que gostem. Ou não. Na verdade, eu espero que comentem.

www.centrocultural.zip.net

Um ótimo final de semana!



Escrito por Vanessa às 18h31
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Lamentações à minha inexistente carteira de motorista.

Sábado à noite. Como diz a letra da música, todo mundo espera alguma coisa em um sábado à noite. Eu esperava um táxi. Saindo de uma balada na Vila Madalena, um motorista vivo em São Paulo parecia ser pedir demais. Eu já estava meio mal. A escada do prédio ao lado começou a parecer confortável. Resisti à tentação. Estragaria minha bolsa. Eu posso voltar morta pra casa, mas nunca (nunca, ouviu bem?) deixo de salvar uma bolsa.

A coisa começou a piorar. A não ser que vc goste de chuva. Porque a que começava a cair era humilhante. Molhada, cogitei dançar. Gene Kelly já se saiu muito bem nisso, segundo me disseram. Mas não tinha público. Dois gatos, um mendigo, um ponto de táxi fantasma. Não tinha público.

Às 4 da manhã, um semi-desconhecido-amigo-de-um-amigo-meu quis ir pra casa. Fogos. Palmas. Não tive que pagar um táxi. A chuva parou. Surgiu o sol brilhante e animador. Na verdade, eram quatro da manhã. Não havia sol. Mas eu estava feliz. Se um sol estivesse lá, ele estaria brilhando.

A minha espera havia acabado. Lindo esse mundo motorizado...



Escrito por Vanessa às 10h23
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De saco cheio.

Enquanto alegres criancinhas ganharão seus presentes esta semana, eu estarei descansando rumo à vagabundagem total, em uma época universitária que traduz o verdadeiro espírito do ensino acadêmico no Brasil: a semana do saco cheio!

Por favor, quando vocês estiverem a caminho do trabalho em um ônibus desumanamente lotado, pensem em mim. Meu travesseiro me espera. E mais uns cinco livros da facul também. Afinal de contas, é semana do saco cheio, mas um setor nerd do meu cérebro teima em não desligar. Coisa de universitária.



Escrito por Vanessa às 20h36
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Nós fazemos teatro

Contra a ignorância, o terror, a falta de educação, a propaganda de promessas, o conforto moral, a ordem acima do progresso, a fome, a falta de dentes, a falta de amores, o obscurantismo... nós fazemos teatro.
Fazemos teatro pra dar sentido às potencialidades, pra ocupar o tempo, pra desatolar o coração, pra provocar instintos, pra fertilizar razões, por uns trocados, por uma boa bisca, porque é fundamental e porque é inútil.
Pra subir na vida, pra cair de quatro, pra se enganar e se conhecer... contra a experiência insatisfatória; contra a natureza, se for o caso, nós fazemos teatro. Fazemos teatro pra não nos tornarmos ainda pior do que somos.
Pra julgar publicamente os grandes massacres do espírito.
Pra viabilizar a esperança humana, essa serpente...
Nós fazemos teatro de manhã, de tarde e de noite. Nós somos uma convivência de emoções, 24 horas distribuindo máscaras e raízes.
Nós fazemos teatro de tudo, o tempo todo, porque acreditamos que a vida pode ser tão expressiva quanto a obra e que devemos ter a chance de concebê-la e forni-la artisticamente. Porque estamos acordados. Porque sonhamos os nossos pesadelos.
Nós fazemos teatro apesar daqueles que, por um motivo que só pode ser estúpido, estejam "contra" o teatro. Aliás, o que pode ser "contra" algo tão "a favor"? Nós fazemos teatro contra a mediocrização do pensamento; a desigualdade entre os iguais e a igualdade dos diferentes.
Nós fazemos teatro contra os privilégios dos assassinos de gravata, batina, jaqueta, toga, minissaia, vestido longo, farda, camiseta regata ou avental.
Contra a uniformidade, nós fazemos teatro.
Nós fazemos teatro contra o mau teatro que querem fazer da realidade.
Nós fazemos teatro pra explicarmo-nos - ainda que mal - e ao mal de todos nós dar algum destino menos infeliz.
Nós fazemos teatro pra morrer de rir e pra morrer melhor.
Pra entender o inestimável, se esfregar no infalível, resvalar na nobreza, experimentar as mais sórdidas baixezas, pra brincar de Deus...
Nós fazemos teatro, comendo o pão que os Diabos amassam, os pratos feitos que as produções financiam e os jantares que as permutas permitem.
Nós temos fome da fome do teatro.
Porque onde houve e há teatro, houve e há civilização.
Fazemos teatro sim, tem gente que não faz e está morrendo, essa é que é a verdade.


Eu precisava postar isso por aqui. Não escrevi o texto, ele é do dramaturgo e ótimo colunista Fernando Bonassi. O  que me dá mais raiva nele (e o que mais me faz relê-lo) é que eu queria tê-lo escrito.

Até a próxima.




Escrito por Vanessa às 10h47
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Ciberdesgraça

Brava. Muito brava. Eu acabei de perder tudo o que havia escrito sobre a desgraçada da revista Veja (licença poética). Odeio Office. Odeio Ctrl+C, Ctrl+V. Portanto, odeio 80% do mundo que me cerca.

 

Vazio. Irritação. Dor de cabeça. Luz sobre o palco. Uma linda gordinha simpática se debulhando em lágrimas. Um lap top estraçalhado sobre a mesa. Gritos. Na tela ao fundo, a seguinte projeção: "O windows terá que finalizar este programa..."



Escrito por Vanessa às 18h43
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O inferno são os outros. Principalmente os de Pinheiros.

Como uma paulista típica, adoro descobrir cantinhos da cidade. E como uma paulista ainda mais típica, tenho meus ódios definitivos e metropolitanos por algumas partes da terra da garoa. Pinheiros é um deles.

O bairro de que eu falo é Pinheiros do lixo na frente da Igreja, dos buracos cheios de água suja, das lojas de umbanda fedorentas, dos pedreiros de olhares perturbadores. Diferente é óbvio da vida noturna da Cardeal Arcoverde, das obras maravilhosas do Instituto Tomie Ohtake, e dos livros, poltronas, sofás e cafés da fabulosa Fnac.

De dia, o único lugar que vale a pena visitar por ali é o Sesc. Pedacinho de arte, cultura e emoção, no meio de tanto caos. E esse ano o bairro comemora seu aniversário de 445 anos. Ainda não foram suficientes...



Escrito por Vanessa às 16h29
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BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, JARDIM LONDRINA, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Arte e cultura, Livros
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