My life is fiction. With a happy end.

A minha vida começou de verdade quando eu me toquei que não tinha a mínima vocação pra nada. Não ria, é sério. Um dia a bela e maravilhosa Vanessa acorda e descobre que não é lá tão maravilhosa assim. Muitos motivos pra isso:

1º A prova de matemática do Ricardo foi o meu trauma de infância. Os outros choraram por uma queda de bicicleta, eu chorei por não saber o que é pi. E por não poder matar Pitágoras. Ele já morreu. E parece que faz tempo. 

2º Escrever não é lá um dom de todo raro. Não me torno especial por digitar 300 caracteres por minuto. E nem pela qualidade deles, que anda bastante questionável... Ser jornalista pode ser bastante complicado. E dizem que precisa ter talento. Ainda não sei.

3º Ninguém sem um nariz de palhaço, uma boina e um óculos de jornalista pode ser feliz. Eu não tinha nada disso. Sarjeta. Exclusão. Chuvas torrenciais. O mundo virou as costas pra mim. Fim de cena.

Nesse mesmo mágico dia de contos de fada, o mundo caiu. Branca de Neve se machucou, mas passa bem. A bruxa soltou uma grande risada. E eu resolvi que a vida é mesmo meio decepcionante. Mas eu vivo de ficção. Todos os tipos de ficção. E o teatro é só o sistema que eu tenho pra organizar essa grande história maluca. Porque assim a vida é mais gostosa. Pronto. É esse meu talento.



Escrito por Vanessa às 19h02
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Citações de uma aula às avessas

"Sofrer é chegar ao fundo de um abismo. Saber sofrer é extrair dele uma pedra preciosa."

Frase especial pelo significado. Mas, principalmente pelo autor. Pena que foi em off. De verdade.



Escrito por Vanessa às 19h01
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Provas!!!! Grito.

Odeio semana de provas. Mais do que ônibus lotado. A fila da impressão na faculdade praticamente se transfigura em uma porta para o inferno. Esses dias ouvi de uma amiga um relato tristonho: ela havia passado 1 hora e 20 miseráveis minutos na fila no dia anterior. Uma saga por três folhinhas de sociologia. 

É, é isso que dá deixar tudo pra última hora. Acho que todos os alunos da Cásper Líbero pensam que trabalham melhor sob pressão...



Escrito por Vanessa às 21h08
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Histórias de uma Observação Itinerante

Eu dispensaria minhas aulas de filosofia. Conversa de bar é muito mais produtiva nesse campo transcedental do conhecimento humano. Ontem, no bar com uns amigos, um deles começa a filosofar sobre a realidade paralela que pode ser facilmente encontrada em um singelo ônibus lotado da capital paulista. Concordo. Algumas viagens na companhia de um cobrador verborrágico e um motorista irritado podem te dizer mais sobre a vida do que Crítica da Razão Pura. Kant nunca foi considerado um ser muito simpático. Ou um não-ser, dependendo da interpretação.

Uma vez, indo pra faculdade, às 7 horas da manhã (cruéis e trágicas 7 horas da manhã), entra uma figura muito singela em um ponto próximo à minha casa. Barba bem feita, roupa toda verde-musgo, capa de chuva, chapéuzinho estilo vó no sacolão, e uma mala do tipo enorme, grande mesmo. O olhar percorria curioso aquela nova realidade. A pergunta mais original do mundo (Você não é daqui, né?) nunca foi tão precisa como naquele momento. Mas ninguém disse nada. O ônibus estava mesmo lotado. O intruso mal conseguiu passar da porta. Eu, naquela desgraça há vinte minutos, também não havia conseguido.

E então a surpresa. Distraído, ele tira do bolso um pacotinho de Halls vermelhas. Meu estômago não suportaria isso antes do meio-dia. Mas ele gostava. Mais estranho impossível. Desembrulhando uma pequena bala com alguma leve dificuldade (não se esquecendo que ele ainda carregava a mala com uma mão, se segurava com outra, e abria o pacote, não me pergunte como), ele segurou o pacote e ofereceu para cada um dos passageiros que estavam ao seu alcance. Espanto! Ele havia burlado uma das mais importantes leis do transporte coletivo. Nunca sorria, seja simpático, ou demonstre qualquer traço de humanidade. Qualquer um!

A cena a seguir foi digna de uma aula de sociologia. Os passageiros, cada um deles, fez uma expressão de reprovação. Suas balinhas foram guardadas no bolso, e a viagem seguiu calmamente, com um certo desconforto. Cabeça baixa, o intruso se dirige à catraca. Silêncio. O cobrador, meio assustado, devolve o troco. Ele desce no próximo ponto. E ainda ouço de uma senhora atrás de mim:

_ Quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece...

É... Assustador.



Escrito por Vanessa às 09h20
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Renúncia (Graças a Deus!)

Pausa neste blog para uma pequena comemoração. Hoje um dos maiores erros do Brasil voltou para o seu lugar. E quem diria que um cheque teria mais poder que toda a banca do PT... 

Pronto. Podem voltar ao mundo real.



Escrito por Vanessa às 19h44
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O fantástico boom da economia

Semana passada eu passei por uma das mais graves provações da minha vida: um sábado na 25 de Março. Embasbaquei (por mais estranha que essa palavra pareça ser). Grande parte dos camelôs do mais famoso centro de comércio informal da cidade vendia DVDs piratas. Não vou ficar aqui atacando a pirataria ou discursando sobre o pagamento de impostos. O que é realmente trangressor nisso tudo é que todos eles tinham um DVD Player portátil. "Pra garantir a qualidade do produto.", diz um deles. Rio da ironia. Ele não.

Lula estava certo. Odeio admitir, mas é verdade. A economia cresceu mesmo. Outro dia entrei no ônibus de volta pra casa e entreguei meus humildes 2 reais ao cobrador. Ele parou por um minuto. O celular Vivo terceira geração estava tocando. Compreensível. Colorido, óbvio. E eu que ainda ouço todo mundo em preto e branco. Lágrimas.

Falando nisso, quanto tá o DVD mesmo? "15 reais."

_Tudo isso? No outro tá dez.

_Ah, moça. A situação tá difícil pra todo mundo...



Escrito por Vanessa às 12h46
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Diário de uma tele-viciada. De como o mundo Sony-Warner é muito mais bonito.

Domingo, 18 de setembro. Dia do Emmy, a maior comemoração da televisão americana.

21:00 - Vai começar, vai começar. Droga! Mas eu ainda não li a @#$#@@ do texto do Laan. Faltam três páginas pra terminar. Porque essa porcaria do Barthes não vai direto ao assunto? E o que diabos eu tenho com tudo isso???? ódio.

21:30 - Pipoca. Isso, preciso de pipoca! Não, a pipoca tá muito longe. Manhêeeeee, tem pipoca???

22:00 -  Não ganhei pipoca. Só uma almofada na cara. Pelo menos era fofinha. E laranja.

23:00 - Warrick! Jack! Monk! Will! Cath! Karen! Oh, honey, don't...

23:30 - Seriado, seriado, seriado. Jogada no sofá. A vida não faz mais sentido. Just Jack. Toda melodia no mundo se resume à trilha de Will and Grace.

00:00 - Catarse. Raymond é Deus, Jack é tudo e Will é gostoso demais. Começa a contagem regressiva para a estréia das novas temporadas em novembro. Respiro fundo.

00:30 - Cama. O mundo é lindo, colorido, um sonho. E merece um Emmy. 



Escrito por Vanessa às 09h17
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Pílulas literárias Parte 8,65

Ela não estava lá. Na verdade, ela nunca estava lá. A aula de Realidade Sócio-ecônomica Brasileira não fazia muito sentido aquele dia. E olha que parece que a coisa estava esquentando. Um aluno metido a intelectual (essas criaturas a gente reconhece pelo óculos típicos da espécie) andava brigando com o professor por causa de opiniões que ele considerava muito pacifistas. Mas isso não era da conta dela.

O mundo girava em pensamentos. Palavras faladas, lidas, contadas. Tudo parecia ter muito mais significado do que realmente tinha. Contatar seres humanos pode parecer mais complicado do que ensinam na faculdade de comunicação. E ela chegou à sua brilhante conclusão. O mundo vive de amores platônicos e de memórias relembradas, revividas e regostadas. Pena serem só lembranças do que talvez nunca tenha acontecido...

Nota: Existem possibilidades de que eu não volte a blogar por aqui. Há rumores de que a pauta de amanhã vai me fazer voltar ao antro das espeluncas mais mal acabadas da história de São Paulo, a temida 25 de março. Caso sobreviva, não pouparei histórias. Um certo diretor de teatro jogou macumbas estranhas em mim hoje. Talvez minhas chances sejam pequenas. Não rezem por mim. Dizem que atrapalha.



Escrito por Vanessa às 19h40
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Desesperadamente acordada

Três ônibus. Pra ir pra faculdade. Você sabe o que são três ônibus? Faça o cálculo, é simples. É só somar o cúmulo da desgraça, com um monte de gente te apertando (sem vc gostar), e elevar ao cubo. Foi o que eu acabei de passar pra chegar onde alguns seres estranhos de óculos de jornalista fazem trabalhos horrendos sobre atividades obscuras como antropologia ou, pasmem!, comunicação comparada. Nem o professor sabe o que significa isso. (sério, eu li no blog dele).

E como se não bastasse ter vivido uma saga apocalíptica antes de ter digerido o café da manhã, eu cheguei atrasada. Significativamente atrasada. Repare na hora do post (minha aula começa às 8).

E o mundo na Unigazeta continua. Cheio de duendes invisíveis e andares desconhecidos.



Escrito por Vanessa às 09h01
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The show must go on

Era um sábado à tarde há algumas semanas atrás. Como todo sétimo dia da semana (ou qualquer outro), eu estava na faculdade. Mas ansiosa pra sair. Não que eu não estivesse adorando o ensaio do Sagoma, o grupo de teatro mais nonsense da história da Cásper, apesar de único. Eu havia marcado com um amigo de assistir dois musicais seguidos na casa dele.

Resultado: perdição, lágrimas e muitos gritos com intenções musicais. Moulin Rouge e O Fantasma da Ópera. Nada mais espetacular do que essas duas produções. Eu compraria tranquilamente os dois DVDs. Se não fosse uma universitária e, conseqüentemente, dura, miseravelmente dura. [emocionada] 

O mais interessante foi constatar, em uma investigação puramente científica, as besteiras magnânimas que vodka e suco de laranja fazem uma pessoa dizer. Sem citar nomes, claro. A entrevista foi em off.



Escrito por Vanessa às 18h29
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Aventuras Globais de uma Jornalista em Ascensão (vol 1)

Quarta-feira esperada há mais de duas semanas. O dia está lindo, mesmo depois de duas aulas intragáveis na faculdade. E lá estava ele. Lindo, roliço, tudo de bom. Debaixo de um ar condicionado projetado para congelar icebergs, eu e mais 40 alunos da Cásper assistíamos a uma gravação do Programa do Jô.

Muitos o odeiam, alguns o veneram. Mas uma coisa ninguém pode discutir: ele é fofo demais. Fofocas a parte, o Tomate provocava risinhos e inquietações nas meninas da platéia. Estranhamente, em alguns meninos também. Ninguém pode culpá-los; os olhos verdes do famoso guitarrista do Sexteto chamam atenção.

Apesar de eu me encontrar em um ambiente totalmente contra minhas convicções filósoficas/alucinógenas, só o fato de ter presenciado uma entrevista do Jô já me deixa feliz.

O dia fica mais leve, mesmo em uma quarta-feira. Ônibus de volta lotado. Pais furiosos em casa. Sorriso no rosto.



Escrito por Vanessa às 17h04
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Não morri!

Preparem-se: em breve esse blog renascerá em todo o seu explendor. Mais divertido, mais informativo, mais polêmico e mais atrasado do que nunca! E decreto que, a partir de agora, promessa não é mais dívida (leia o título do último texto e a data em que foi publicado)!

A cen a não parou.. ou, como diz o meu amado Zidler, "The show must go on!"..

Bjos! 



Escrito por Vanessa às 11h44
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