O Papa é Pop
Não aguento mais. Fomos inteiramente dominados pela mídia. Eu sei que é um paradoxo vindo de uma aspirante a jornalista mas vocês precisam me entender. Essa situação está ficando realmente insuportável. Não se fala em outra coisa há uma semana. O Papa morreu. E a criatividade e o bom senso foram juntos.
No Rio de Janeiro, há pouco menos de uma semana, houve uma terrível chacina merecedora de páginas e páginas de textos e editoriais repletas de desmascaramentos e sermões às autoridades. O que tivemos? Algumas notinhas, um pequeno texto atrás daquela foto enorme do Papa, enfim, uma crise da noticiabilidade.
Não vou adotar a linha extremista e começar a discorrer aqui algumas das sórdidas contribuições do Papa João Paulo II para o aumento do preconceito e a desumanização da vida na Terra. Não tenho tempo, espaço ou disposição para isso. Também não posso negar que a eleição de Karol Wojtyla para o papado trouxe alguns benefícios intocáveis para a humanidade. Um deles foi a iniciativa de aproximar a Igreja de seus fiéis e das demais religiões. Outro foi a expansão do ideal pacifista propagado pela imagem generosa do pontífice.
Mas nem tudo são flores. Pelo menos enquanto se está vivo. O papa pode ter lançado um dos maiores manifestos pró-preconceito já redigidos pela Igreja Católica, que ninguém parece se lembrar do fato. Ignoram prontamente as perseguições aos homossexuais e às mulheres instituídas em seu papado.
Uma das muitas professias lançadas ao próximo Papa diz que ele será assassinado e isso desencadeará uma revolução na maior instituição religiosa do mundo. Revoluções só acontecem quando tudo está muito ruim e só pode mudar através do radicalismo. Seria esse o caso? Deixo a resposta aos alvos daquele já citado manifesto...
Meus caros e fiéis leitores,
Eu sei, eu sei, eu sei. Eu abandonei esse blog por um bom tempo e mereço todas as broncas que vocês estiverem dispostos a me dar. Mas espero recompensar o tempo perdido com esse texto. Desesperanças e frustrações não podem ser esquecidas tão rápido.
Esses dias eu tenho enfrentado uma guerra pra conseguir acabar meus trabalhos de faculdade, a semana de provas começa na segunda, eu estou extremamente cansada, mas feliz. O curso está me deixando realmente satisfeita, e eu acabei de conquistar a minha razão de viver pelos próximos meses: o meu persongem. Vou montar Pedreira das Almas, do jorge Andrade. Um clássico dramático pesadíssimo. Tudo que eu queria depois de uma comédia rasgada como Dona Xepa.
Aos que me visitaram nesses dias ausentes, prometo retribuir a visita, mas aos poucos, porque realmente o tempo está me escapando às mãos.
Beijos a todos!
Escrito por Vanessa às 19h53
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