A mídia e o Lixo televisivo

      A necessidade premente de informação e a busca voraz pela maior audiência são características indiscutíveis da mídia atual. Não é sem propósitos que a palavra mídia originou-se do conceito de média, como se fosse destinado a média de cultura da população sem quaisquer objetivos culturalmente mais enriquecedores.

       No entanto, ultrapassando os limites do jornalismo, programas sensacionalistas abusam do direito constitucional da livre expressão. Direito este que permite a manifestação de idéias e opiniões abrangendo assuntos sociais das mais diversas espécies, mas não faz com que jornalistas desprovidos de qualquer senso ético avaliem seu trabalho como instrumento de humilhação pública e degradação social daqueles que desconhecem seu próprio direito à reinvindicação.

       Portanto, a sociedade pode e deve estar alerta contra tais abusos, mantendo longe de si tudo o que se vangloria da degradação humana, fazendo da pobreza e da miséria seu espetáculo de audiência e obrigando cidadãos a engolir o lixo televisivo que produzem baseados em suas próprias falhas de caráter.

       A principal arma do indivíduo ativo na sociedade é a denúncia. Aquele que pensa e se importa com suas conclusões denuncia o que vê de errado no mundo. O espírito conformista só tem o poder de levar o indivíduo a estagnação completa, longe de qualquer ação considerada cidadã.

       A partir do momento em que o brasileiro se livrar das amarras que o prendem à esse conformismo, não é só o lixo televisivo que ele não terá mais que aturar. Toda uma cultura exploradora e imposta há cinco séculos estará com os dias contados.



Escrito por Vanessa às 15h21
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O voto facultativo

 A sociedade constituiu um círculo onde os indivíduos que não atendem a uma série de requisitos básicos, como padrão financeiro, se encontram à margem do mesmo, portanto lutam para que possam fazer parte do mesmo.

   Se o caminho para a exclusão se baseia em conceitos financeiros, o caminho inverso se dá pelo quesito cultural. Ou seja, sem a educação e a cultura necessária, o indivíduo permanece na sua posição marginalizada.

    Sem cultura, o indivíduo não chega aos parâmetros da humanização, sendo escasso tanto de razão quanto de sensibilidade, qualidades sem as quais o mesmo não ultrapassa o limite da brutalidade e não alcança o requisito mínimo do direito ao voto: a cidadania.

    Não se pode considerar capaz de fazer escolhas sensatas e responsáveis, as quais englobem conseqüências de âmbito nacional, um indivíduo que não tenha bagagem cultural e até interesse para tamanha decisão. Obrigatoriedade acarreta irresponsabilidade, descazo e descuido, exatamente o que deve permanecer fora da vida ativa de um cidadão.

    Para efetuar-se uma escolha sensata, deve-se estar interessado um crescimento da qualidade de vida, não só de determinado grupo social, mas de todo o círculo, o que não acontece quando a pessoa não atravessou o processo que lhe dá características realmente humanas como senso de justiça e convívio social, entre outros. Logo, a solução para que o voto obrigatório e a tranquilidade política andem juntos é a melhora modelo de administração pública, que requerirá o voto consciente, tornando a situação um ciclo vicioso.



Escrito por Vanessa às 17h03
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O que é arte?

Desde os anos mais remotos de minha antiga infância, escrevo. Já escrevi crônicas, contos, romances, cartas sobre os mais diversos temas. Escrevi sobre o amor, sobre a dor, sobre saudades, sobre a felicidade, escrevi. Mas nunca, por coincidência ou força maior de um destino qualquer, escrevi sobre o tema preferido de minha vida, da minha inspiração, do meu simples ato de existir: a arte.

Idolatrada por intelectuais e admirada por nós, meros mortais, a arte me encantou desde o singelo giz de cera que minha antiga professora depositava a minha frente, me abrindo um novo horizonte. E, inconformada, continuo voltando à minha negligência literária em relação a ela.

Devido à infinidade de benefícios que transbordam dessa área encantadora, muitas vezes me vejo assutada diante de uma obra de arte ou poesia. A arte modifica, a arte traz paz de espírito, nos faz contemplar, enaltece o simples ato de ser, simplifica a vida, enfim, eterniza um momento único em sua magnitude conservando a mágica de seu esplendor.

Confesso, pode duvidar de mim, caro leitor, eu tenho todas as razões para ser mantida sob suspeita. Porém, não serei mais vítima de suas dúvidas se a querida leitora parar por um só instante e praticar a atividade mais benéfica ao espírito de que se tem conhecimento. A alguns minutos atrás, antes de começar minha jornada literária através dos campos e horizontes artísticos, tomei a simples liberdade de abrir um livro de poesias, do qual emanou em um só instante emoções das mais diversas intensidades, discussões sobre um passado remoto, um presente constante e um futuro. Isso mesmo, um futuro, sem nenhum adjetivo complementar. Um futuro que detém toda a sua beleza no simples ato de existir e de ser totalmente inesperado.

 Começo a compreender os intelectuais e sua idolatria. Minha única dúvida totalmente existencial e desesperadora é em torno dos críticos.

Arte, por definição, é a manifestação subjetiva, pessoal e, exatamente neste ponto, essencialmente prazerosa das emoções, sentimentos, pensamentos, valores e idéias do artista. portanto, uma crítica devastadora de um espetáculo teatral,por exemplo, é , consequentemente, a destruição manipuladora dos direitos constitucionais (que Deus seja louvado pelo criador desta lei) da liberdade de expressão.

Aproveito para dirigir minhas idéias sempre inconformadas para os leitores que perderam a capacidade exaltante, com a qual o ser humano foi digna e magnificamente abençoado, da contemplação. Eu digo contemplar como o simples ato de olhar, sonhar e amar. Porque nada na vida vale a pena se os seus horizontes não se ampliarem, como aquele velho giz de cera com tanta sabedoria ampliou os meus.

*Dedicado a Gabriela Santos, a idealizadora e incentivadora maior desse blog, e minha grande amiga.

 



Escrito por Vanessa às 11h36
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Discussão a cerca da Biogenética

A tecnologia da biogenética atual coloca em questão o poder absoluto em mãos humanas. Uma das principais conquistas recentes diz respeito à possiblidade de se clonar embriões com fins terapêuticos.

O grande dilema está no fato de que embriões podem ser vistos como vida humana em potencial a ser destruída pela ganância da própria humanidade.

É fato que, em meio a essa discussão, estão envolvidos diversos interesses financeiros. Porém, está em pauta um assunto dos mais decisivos para o futuro e a ideologia da sociedade. Essa descoberta levaria o homem a um nível nunca antes alcançado, o controle sobre a criação e destruição do principal símbolo da vida humana.

E é nesse ponto que a discussão se abre. O embrião, do ponto de vista biológico e científico, sem levar em consideração qualquer irracional crença religiosa, não é vida. Ele apenas contêm instruções necessárias para um dia chegar a tal. O código genético é apenas isso, um conjunto de instruções proteicas capacitadas para levar o embrião a produzir substâncias que o transformem em ser vivificado.

No entanto, devido à dieologias impostas socialmente, a humanidade está prestes a perder a oportunidade de utilizar conhecimentos adquiridos em pesquisas que têm exatamente essa finalidade: a melhoria da vida humana. Como sempre, a teraia e a cura só tem verdadeiro valor para aqueles que necessitam delas e, infelizmente, não são estes que decidem o futuro da humanidade.



Escrito por Vanessa às 15h22
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